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BRASIL EM MAPAS

Em Mato Grosso, R$ 100 valem menos: poder de compra fica abaixo da média do Centro-Oeste

Da Redação

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Uma pesquisa divulgada pelo Brasil em Mapas revela que Mato Grosso está abaixo da média regional do Centro-Oeste no poder de compra da população. Segundo o levantamento, no Estado, R$ 100 correspondem a um poder de compra de 106, enquanto a média dos demais estados da região chega a 112, evidenciando um custo de vida relativamente mais elevado para os mato-grossenses.

O estudo, intitulado “O Poder de Compra de R$ 100 e o Seu Valor Real por Estados e ao Longo de Três Décadas”, mostra a profunda perda do valor do dinheiro ao longo do tempo. Em 1994, no início do Plano Real, R$ 100 eram suficientes para comprar o equivalente a R$ 225 em alimentos (valores corrigidos para 2010). Em 2025, esse mesmo valor compra apenas R$ 32, o que representa uma queda de aproximadamente 85% no poder de compra.

A análise, baseada em dados do Dieese e no IPCA-Alimentação do IBGE, aponta que o impacto da inflação não é uniforme no país. Em 2025, a diferença entre os estados ultrapassa 55%: enquanto em Sergipe R$ 100 equivalem a R$ 154 em valor real, em São Paulo esse montante cai para R$ 99, reflexo direto do alto custo de vida nos grandes centros urbanos.

De forma geral, os estados do Nordeste apresentam maior poder de compra, enquanto Sul e Sudeste concentram os menores índices, pressionados por despesas mais elevadas com moradia, transporte e alimentação. Mato Grosso, apesar de ser um dos maiores produtores de alimentos do país, aparece abaixo da média regional, o que reforça o peso dos custos logísticos e da inflação sobre o orçamento das famílias.

No recorte histórico, o estudo mostra que a perda do poder de compra foi contínua desde 1994. O valor real médio dos R$ 100 caiu de R$ 225 no início do Plano Real para R$ 142 durante os governos FHC, R$ 76 nos anos Lula, R$ 71 no período Dilma, R$ 57 sob Temer e R$ 44 no governo Bolsonaro. No terceiro mandato do presidente Lula, a tendência de queda segue, alcançando R$ 33 em 2025, ainda que com alguma recuperação proporcionada por reajustes reais do salário mínimo.

A perda não é apenas estatística. Ela se reflete diretamente na mesa do brasileiro. Entre 2010 e 2025, a inflação dos alimentos acumulou 209%, enquanto o salário mínimo nominal avançou 143%, ampliando a pressão sobre as famílias de menor renda.

Fatores como secas, aumento dos custos logísticos, variação cambial, concentração de mercados e políticas públicas inconsistentes ajudam a explicar por que se alimentar ficou mais caro no país. O levantamento conclui que, sem políticas efetivas de abastecimento, apoio à agricultura e redução de tributos sobre alimentos, a desigualdade econômica tende a se aprofundar.

Mais do que uma nota no bolso, os R$ 100 tornaram-se um retrato do Brasil contemporâneo  marcado por avanços pontuais, crises sucessivas e um custo de vida que cresce mais rápido do que a renda da população.

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