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CRISE HUMANITÁRIA

“O petróleo não virou comida”, diz Abílio ao criticar regime venezuelano

Nickolly Vilela

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que acompanha os desdobramentos da crise política na Venezuela e fez duras críticas ao regime do presidente Nicolás Maduro, preso no início de janeiro em uma operação dos Estados Unidos, apontando o uso político do petróleo, a repressão e a miséria como fatores que expulsaram milhares de venezuelanos de seu país, inclusive os que hoje vivem em Cuiabá.

Segundo o prefeito, apesar de a Venezuela concentrar uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a riqueza não chega à população. Para ele, o recurso foi apropriado politicamente e deixou de servir ao povo.

“O venezuelano já não tem mais o petróleo. O petróleo é dele, mas hoje está loteado. Isso não se transforma em comida, remédio ou dignidade para o povo”, afirmou.

Abílio classificou o governo de Maduro como uma ditadura e citou fome, falta de medicamentos e censura como elementos centrais da crise. “O povo quer o básico: comida, remédio, cuidado e liberdade de expressão. Nada disso existe hoje na Venezuela”, disse.

Ao relacionar o cenário internacional com a realidade local, o prefeito destacou que muitos venezuelanos que vivem em Cuiabá são refugiados da fome, da crise econômica e da repressão, e não imigrantes por escolha.

Segundo ele, a queda do regime tende a reacender o desejo de retorno ao país de origem. “A maioria está fora porque foi expulsa pelas circunstâncias. Eles amam o país, têm família lá e esperam uma mudança real para poder voltar”, declarou.

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