CRIME ORGANIZADO
Rio de Janeiro vira ponto de refúgio para criminosos foragidos de Mato Grosso
Nickolly Vilela
O Rio de Janeiro serviu, nos últimos meses, como refúgio para ao menos três criminosos de alta periculosidade foragidos de Mato Grosso. Rafael Amorim de Brito, Ederson Xavier de Lima e Priscila Moreira Janis foram localizados e presos pelas forças de segurança em território fluminense.
Contra os três pesam acusações por crimes como homicídios, tráfico de drogas, receptação, extorsão e atuação em cargos de liderança dentro da facção criminosa Comando Vermelho.
A prisão mais recente foi a de Rafael Amorim de Brito, apontado como autor dos disparos que mataram o policial militar Odenil Alves Pedroso, em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em maio de 2024, em Cuiabá. Rafael foi capturado nesta quarta-feira (7).
Segundo a polícia, ele estava escondido no Complexo do Alemão e foi preso após sair da comunidade para praticar um roubo a residência no município de Itaboraí. Após a autorização judicial, o suspeito deverá ser transferido para Mato Grosso, onde cumprirá os mandados de prisão e responderá pelo crime.
Já Priscila Moreira Janis é descrita pelas forças de segurança como uma criminosa de extrema periculosidade. Ela é investigada por envolvimento em pelo menos 100 homicídios, sendo apontada como responsável por ordenar execuções e comandar um chamado “tribunal do crime”. Priscila foi presa em agosto de 2025, enquanto circulava em um shopping no Rio de Janeiro.
Ederson Xavier de Lima, conhecido como “Boré”, foi preso em setembro de 2025, no município de Niterói. Ele é investigado por crimes como tráfico de drogas, receptação, extorsão e organização criminosa. Segundo a polícia, Ederson exercia função de liderança em uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso e estava foragido da Justiça.



