TOLERÂNCIA ZERO
“Foi um pedido do governador”, diz coronel sobre prisão de suspeito de matar PM
Nickolly Vilela
“Foi um pedido do governador. Nenhum crime contra policial ficará impune”, afirmou o coronel César Augusto Roveri ao comentar a prisão de Rafael Amorim Brito, suspeito de matar o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso. Segundo ele, a determinação partiu diretamente do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e orientou a atuação da cúpula da segurança pública do Estado.
Brito foi preso nesta semana no Rio de Janeiro, após uma operação integrada entre forças de segurança. De acordo com Roveri, desde a posse do atual comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando, o governo estadual deixou claro que a captura do suspeito era uma prioridade. “O governador foi categórico ao afirmar que não permitiria que o assassinato de um policial ficasse impune. Essa foi uma missão dada diretamente a nós”, disse.
O coronel afirmou que o crime teve impacto não apenas sobre a família do sargento, mas também sobre a Polícia Militar como instituição. Segundo ele, o Estado respondeu com reforço nas ações de inteligência e ampliação da cooperação entre diferentes órgãos de segurança.
A investigação e a busca pelo suspeito se estenderam por mais de um ano e envolveram a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e forças de segurança de outros estados. A prisão ocorreu após Brito deixar uma comunidade no Rio de Janeiro, quando foi identificado e detido com apoio da Polícia Militar fluminense.
Roveri informou ainda que a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já solicitou o recambiamento do preso para Mato Grosso. O traslado depende de autorização judicial e a chegada ao Estado será comunicada após a liberação.
“A família pode ter a certeza de que o Estado não desistiu. Desde o primeiro dia, assumimos o compromisso de localizar o responsável, independentemente de onde ele estivesse”, concluiu o coronel.



