Uma suposta traição passional dentro de uma facção criminosa motivou a tortura e execução da adolescente Emily Carolaine Roman de Oliveira, de 16 anos, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso. O crime é alvo da Operação Proditio, deflagrada na manhã desta sexta-feira (16), para cumprir 21 ordens judiciais contra integrantes do grupo em Araputanga e Jauru.
O homicídio ocorreu em 19 de outubro de 2025. A adolescente foi atraída para uma casa no bairro Jardim Village, onde passou por um “salve”, tribunal do crime que decretou sua morte. A vítima foi torturada por horas, com agressões, afogamento, choques elétricos e, por fim, estrangulada com um lençol. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens do Rio Bugres.
A perícia confirmou morte por asfixia mecânica e apontou lesões compatíveis com tortura, violência sexual, sinais de defesa e múltiplos hematomas. O crime foi registrado em vídeo e transmitido por chamadas a outros integrantes, evidenciando a organização do grupo.
As investigações indicam que a execução foi ordenada por lideranças locais como punição exemplar, após a adolescente ser acusada de envolvimento no desaparecimento de um membro da facção, em meio a um conflito interno de cunho passional.
Segundo a Polícia Civil, os alvos da operação exerciam funções estratégicas de comando, disciplina e execução. Para o delegado Cleber Emanuel Neves, a ação representa um golpe direto na hierarquia criminosa local e visa impedir a repetição de crimes semelhantes. As investigações continuam.



