MALDADE
Câmeras mostram execução de Murilo; polícia apura se criança foi morta por engano; Vídeo
Da Redação
Imagens de câmeras de segurança revelam novos detalhes sobre a execução que vitimou o adolescente Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, morto a tiros enquanto descansava no sofá de casa, em Cáceres. As gravações mostram o momento em que criminosos se aproximam da residência e registram toda a ação, que durou pouco mais de dois minutos.
De acordo com a Polícia Civil, o ataque teve início às 14h36 do dia 17 de janeiro e foi encerrado antes das 14h39. Nas imagens, é possível ouvir claramente os disparos efetuados contra o interior da casa. Na sequência, um morador aparece do lado de fora com uma arma em punho e atira contra dois suspeitos que fugiam do local.
A principal linha de investigação aponta que Murilo pode ter sido morto por engano. A suspeita é de que o verdadeiro alvo dos criminosos fosse o irmão do adolescente, o que reforça a hipótese de erro na execução.
Após o crime, houve desdobramentos rápidos. Um dos envolvidos morreu em confronto com a Polícia Militar durante diligências, enquanto outro foi preso. Este último é um adolescente de 17 anos, identificado pelas iniciais V.M.G., que já possui um extenso histórico criminal.
Segundo a Polícia Civil, a ficha criminal de V.M.G. indica que a morte de Murilo pode não ter sido um fato isolado. O menor é apontado como principal suspeito de participação em outro homicídio ocorrido apenas quatro dias antes, o que reforça a suspeita de reincidência e reacende o debate sobre a efetividade das medidas socioeducativas.
As forças de segurança informaram que o adolescente acumula passagens por homicídio, posse irregular de arma de fogo, ameaça e violação de domicílio, sendo classificado como de alta periculosidade. Mesmo com esse histórico, ele retornou ao convívio social após sucessivas apreensões.
Um dos episódios mais graves atribuídos a V.M.G. ocorreu no bairro Betel, quando ele e um comparsa invadiram uma residência à procura de um rival, de 21 anos. Como o alvo conseguiu fugir, o adolescente teria apontado uma arma para a cabeça da mãe do rapaz, de 49 anos, e feito a ameaça: “Se for ele, então vai ser a senhora”. Apesar de reconhecido e de ter confessado o crime à época, o jovem foi liberado.
Em fevereiro de 2025, por determinação da 1ª Vara Cível de Cáceres, V.M.G. chegou a ser internado provisoriamente, mas permaneceu custodiado por apenas 45 dias antes de voltar às ruas.
O caso segue sob investigação, enquanto a morte de Murilo continua a causar comoção e revolta na população, que cobra respostas e medidas mais rigorosas diante da escalada da violência envolvendo menores reincidentes no município.



