ADVOGADA E SERVIDORES
Veja quem são os alvos da Operação Déjà Vu, que apura fraudes na Procuradoria de Cuiabá
Nickolly Vilela
A advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro, o ex-servidor público Denner Bezerra de Oliveira e o assessor parlamentar Idelfonso Nilo da Silva Neto estão entre os investigados na Operação Déjà Vu, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta terça-feira (19).
Também são alvos da investigação os servidores públicos Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva e Wilson Luiz da Costa Marques.
A operação cumpre 43 ordens judiciais e apura indícios do crime de inserção de dados falsos em sistema informatizado, além de crimes correlatos, como corrupção e associação criminosa, supostamente praticados contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e começaram em abril de 2025, após o encaminhamento de uma notícia de fato pelo próprio órgão municipal no final do primeiro trimestre do ano, conforme informou a Polícia Civil.
Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão três prisões cautelares, 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, três afastamentos do serviço público, quatro sequestros de bens e 12 bloqueios de valores, que somam R$ 491.450,45.
As ordens foram deferidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. A Polícia Civil afirmou ainda que solicitou providências para evitar a destruição de provas, garantir a instrução processual e assegurar eventual ressarcimento ao erário.
As investigações apontam a suspeita de uso indevido de credenciais (logins/senhas) e de rotinas internas para a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto na arrecadação e na regularidade de registros administrativos. Também são apurados indícios de vantagem indevida, possivelmente vinculada a “intermediações” e supostos “serviços” relacionados à alteração de registros.
As ordens judiciais visam à coleta, preservação e análise de elementos informativos, com ênfase em dispositivos eletrônicos e registros digitais relevantes para o esclarecimento dos fatos.
A investigação segue em andamento.



