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AGRO EM ALTA

Pecuária de Mato Grosso cresce 1,44%, abate 7,46 milhões e atinge novo recorde histórico

Kamila Araújo

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Mato Grosso consolidou em 2025 o maior resultado já registrado pela sua pecuária. O estado abateu 7,46 milhões de bovinos ao longo do ano, crescimento de 1,44% sobre 2024 e o segundo recorde consecutivo da série histórica monitorada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Apenas em dezembro, as indústrias frigoríficas processaram 607,9 mil cabeças .

O avanço foi sustentado pela elevada oferta de animais terminados, especialmente provenientes de sistemas intensivos como confinamento, semiconfinamento e TIP, além da firme demanda internacional por carne bovina. Outubro marcou um ponto fora da curva: pela primeira vez o estado superou 700 mil abates em um único mês, reflexo direto do maior envio de gado de cocho às plantas industriais.

Fêmeas e gado jovem ganham espaço
O relatório do Imea aponta que o aumento do abate de fêmeas teve papel decisivo no resultado anual. O volume ficou 4,3% acima do observado em 2024, que já havia sido o maior patamar da história. Apesar disso, o instituto identifica mudança de rota no fim do ano, com início de retenção de matrizes no último trimestre.

Outro movimento estrutural foi o rejuvenescimento do rebanho destinado ao frigorífico. Animais com até 24 meses passaram a representar 43% do total abatido — o maior percentual da série — somando 3,23 milhões de cabeças. O dado evidencia a consolidação da terminação intensiva e a busca por ciclos produtivos mais curtos e rentáveis.

Regiões concentram 54% dos abates
Centro-Sul e Sudeste puxaram o ritmo dos abates em 2025, enquanto o Oeste manteve a maior participação em volume. As três regiões responderam por cerca de 54% do total estadual. O Centro-Sul enviou 1,27 milhão de cabeças às indústrias, alta de 8,74%, e o Sudeste repetiu o mesmo volume com avanço de 7,30%. O Oeste liderou com 1,45 milhão de animais, embora com retração de 5,63%.

Mercado de reposição dispara
O cenário também refletiu no segmento de cria. A oferta de bezerros recuou 2,09% no ano, ao passo que o preço do bezerro de sete arrobas acumulou valorização de 38,70%. Para o Imea, essa combinação sinaliza uma nova fase de rentabilidade aos pecuaristas e reforça o início de recomposição do plantel de matrizes.

Mesmo com o descarte de fêmeas ainda elevado na maior parte de 2025, o instituto avalia que o ciclo de baixa do rebanho começa a ficar para trás. A maior presença de novilhas terminadas e o crescimento do confinamento foram apontados como vetores centrais do desempenho.

Com o novo recorde, Mato Grosso reafirma sua posição estratégica na produção de carne bovina, sustentado por ganhos de produtividade, intensificação dos sistemas e capacidade de resposta às demandas dos mercados interno e externo.

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