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FEMINÍCIDIO

Ex-marido e irmão vão a júri pelo assassinato da produtora rural Raquel Cattani nesta quinta

Da Redação

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Os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde serão julgados, a partir das 8h30, desta quinta-feira (22), pelo envolvimento no assassinato da produtora rural Raquel Maziero Cattani, crime que provocou forte comoção social em Mato Grosso. A sessão será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Romero, ex-marido da vítima, é apontado como mandante do crime, enquanto Rodrigo teria atuado como executor. O homicídio ocorreu em 18 de julho de 2024, no Rancho PH, localizado no Assentamento Pontal do Marape, na zona rural do município de Nova Mutum. Raquel foi morta a facadas dentro da própria residência.

As investigações indicam que o crime teria sido motivado pela inconformidade de Romero com o fim do relacionamento, que durou cerca de dez anos. Segundo o MP, ele teria oferecido R$ 4 mil ao irmão para executar o assassinato. O valor, conforme apurado, teria sido obtido por meio de um serviço prestado ao pai da própria vítima, pago no mesmo dia do crime.

Ainda conforme a acusação, Rodrigo entrou de forma clandestina na residência e ficou à espera de Raquel. Ao retornar para casa, a produtora rural foi surpreendida e atacada com golpes de arma branca. O laudo pericial aponta múltiplas lesões, caracterizando meio cruel e extrema violência na execução do homicídio.

Após o crime, Rodrigo teria ainda furtado objetos pessoais da vítima e fugido do local utilizando a motocicleta de Raquel, segundo o Ministério Público.

Ao todo, o MP atribui diversas qualificadoras ao homicídio, incluindo feminicídio, motivo torpe, emboscada, meio cruel e homicídio mediante recompensa. Em relação a Rodrigo, também pesa a acusação de furto qualificado.

Os irmãos foram presos em 25 de julho de 2024, e a denúncia foi recebida pela Justiça em agosto do mesmo ano. Ambos foram pronunciados em 19 de dezembro de 2024, com os recursos das defesas negados pelo Tribunal de Justiça. O processo transitou em julgado em 22 de outubro de 2025, permitindo a realização do júri popular.

Raquel Cattani tinha 26 anos, era produtora rural e fundadora da Queijaria Cattani, reconhecida nacionalmente pela produção de queijos artesanais premiados. Jovem empreendedora, era considerada uma referência no setor, fator que contribuiu para ampliar a repercussão e a indignação em torno do crime.

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