PERSONA NON GRATA
Entre Gorjeta, Perfídia e Rescaldo: Chico 2000 volta a ser barrado na Câmara
Nickolly Vilela
Alvo das operações Gorjeta, Perfídia e Rescaldo, o vereador Chico 2000 (PL) acumula investigações nas esferas estadual e federal e voltou a ser impedido, por decisão judicial, de acessar a Câmara Municipal de Cuiabá.
Eleito pela primeira vez em 2008, Chico 2000 foi reeleito outras quatro vezes consecutivas, somando cinco mandatos no Legislativo cuiabano. Ao longo desse período, passou a figurar de forma recorrente em apurações policiais.
Em abril do ano passado, ele foi alvo da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de propina envolvendo a empreiteira HB20 Construções, responsável pelas obras do Contorno Leste. Segundo a investigação, a empresa teria pago R$ 250 mil em vantagens ilícitas ao vereador Sargento Joelson (PSB) para obter facilidades na aprovação de um projeto que permitiu ao Executivo parcelar dívidas tributárias.
De acordo com a Polícia Civil, o repasse teria ocorrido com a anuência de Chico 2000, que à época presidia a Câmara Municipal e, mesmo tendo conhecimento do suposto acordo, não teria adotado medidas para impedir a negociação. Ele ficou 125 dias afastado por decisão judicial e retornou ao cargo em setembro do ano passado.
Em junho de 2024, Chico 2000 também foi alvo da Operação Rescaldo, da Polícia Federal, que apurou uma suposta tentativa de compra de votos durante o período eleitoral. A investigação teve início após notícia-crime apresentada pelo deputado estadual Faissal Calil (PL), irmão da vereadora Paula Calil (PL), atual presidente da Câmara.
Segundo a denúncia, o parlamentar teria abordado eleitores apoiadores de outro candidato do PL e oferecido vantagens indevidas em troca de votos.
Agora, com a deflagração da Operação Gorjeta, da Polícia Civil, que investiga suspeitas de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, Chico 2000 voltou a ser afastado e está impedido de exercer atividades e acessar as dependências da Câmara.
Com o novo afastamento, o suplente Felipe Corrêa (PL) deverá ser convocado. Como atualmente ocupa cargo de secretário na gestão do prefeito Abilio Brunini (PL), ele ainda irá decidir se assume o mandato ou se abre vaga para o segundo suplente.



