PAGAMENTO DE PROPINA
Instituto que realiza Corrida do Legislativo é alvo de operação por desvios na Câmara de Cuiabá
Thalyta Amaral
O Instituto Brasil Central (Ibrace) foi um dos alvos da Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27), para investigar o uso de emendas parlamentares para pagamento de propina. A entidade é responsável por realizar a Corrida do Legislativo, que está, inclusive, com inscrições abertas para a próxima edição.
Na operação, foi determinado o afastamento do vereador Chico 2000 (PL), apontado como suposto líder da organização criminosa que utilizava emendas parlamentares para pagamento de propina.
As emendas eram pagas para que o Ibrace realizasse eventos como a Corrida do Legislativo. Porém, segundo as investigações, parte do valor era “devolvido” ao vereador.
Em 2025, a Corrida do Legislativo foi realizada em abril e, na época, Chico 2000 postou um vídeo sobre o evento, no qual aparece ao lado de João Nery Chiroli, outro alvo da operação por supostamente integrar o esquema de desvio de dinheiro.
Além de Chico, dois servidores foram afastados dos cargos. As medidas cautelares abrangem João Nery e Magali Gauna Felismino Chiroli, que estão proibidos de entrar na Câmara e na Secretaria Municipal de Esportes e não podem deixar a cidade.
Foi determinado ainda o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.
O instituto que operava os contratos teve as atividades suspensas, e a Controladoria-Geral de Cuiabá irá realizar auditorias em todos os termos de parceria firmados entre a Secretaria Municipal de Esportes e o instituto.



