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FARRA DAS CORRIDAS

Chico 2000 definiu a empresa de Chiroli antes mesmo da formalização do contrato, diz Polícia

Nickolly Vilela

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Antes mesmo da assinatura dos contratos que liberaram recursos públicos para a realização de corridas de rua em Cuiabá, a empresa responsável pela execução dos eventos já estava definida. É o que aponta investigação da Polícia Civil no âmbito da chamada Operação Gorjeta, deflagrada no último dia 27 de janeiro, e que tem entre os alvos o vereador Chico 2000.

Mensagens extraídas do celular do parlamentar indicam que a empresa Sem Limite Esporte e Eventos, ligada ao empresário João Nery Chiroli, foi escolhida previamente para organizar os eventos financiados por emendas parlamentares, antes mesmo da formalização dos termos de fomento com o município.

As conversas analisadas pelos investigadores mostram que, já em fevereiro de 2025, Chico 2000 e Chiroli tratavam diretamente da realização da 36ª Corrida do Senhor Bom Jesus de Cuiabá e da 6ª Corrida do Legislativo Cuiabano, incluindo detalhes operacionais e acompanhamento de trâmites administrativos. Em uma das mensagens, o vereador informa que o empresário o acompanharia em reuniões sobre os eventos, apesar de a entidade oficialmente responsável ainda não ter firmado contrato com a Prefeitura.

Os eventos foram financiados com R$ 1 milhão em emendas parlamentares destinadas por Chico 2000 ao Instituto Brasil Central (IBRACE), entidade sem fins lucrativos que celebrou os termos de fomento com a Secretaria Municipal de Esportes. No entanto, o instituto atuou apenas como intermediário, repassando a maior parte dos valores à empresa privada que, na prática, executou as corridas.

A apuração também chama atenção para o fato de que inscrições e divulgações dos eventos ocorreram antes da assinatura dos contratos, além de pagamentos terem sido realizados dias após as corridas já terem acontecido — circunstâncias consideradas atípicas pelos investigadores.

OPERAÇÃO GORJETA

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Gorjeta, para cumprimento de 75 ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema criminoso que teve como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara de Vereadores e a Secretaria Municipal de Esportes.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram as práticas dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo um vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas e um empresário.

Os elementos apurados apontaram que o grupo se associou com a finalidade de direcionar emendas parlamentares a um instituto e uma empresa, e o recurso era parcialmente “devolvido” ao vereador responsável pela destinação da emenda.

O cumprimento das ordens judiciais conta com a participação de mais de 40 policiais civis, lotados na Diretoria de Atividades Especiais (DAE).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Dentre elas estão 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso de dados armazenados em dispositivos móveis.

Também foram expedidas ordens de suspensão do exercício da função pública contra dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e um vereador, para o qual houve a determinação de afastamento do mandato parlamentar.

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