CONCEDEU ENTREVISTA
Mãe de prefeito denuncia perseguição e diz ser vítima de violência; ela também é investigada por golpes do ‘jogo do tigrinho’
Da Redação
Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Gonçalo, afirmou estar sendo perseguida pelo próprio filho e viver “dias de angústia” após o rompimento familiar. Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (29), ao programa SBT Comunidades, ela disse que perdeu a paz e que vem sofrendo agressões verbais, ameaças e tentativas de coação.
Adriana afirmou que decidiu “quebrar o silêncio” após registrar boletins de ocorrência e procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Ela diz ter conseguido uma medida protetiva contra o filho, que o impede de se aproximar, e que passou a utilizar o aplicativo do botão do pânico.
Na versão apresentada por Adriana, o conflito não estaria relacionado a jogos de azar ou dívidas. Ela sustenta que o prefeito teria exigido que assinasse uma procuração para transferir o controle de contas bancárias e empresas da família a terceiros, o que ela se recusou a fazer. Ainda segundo o relato, após a negativa, teriam começado as ameaças e tentativas de intimidação.
“Eu não estou conseguindo ter paz. Ele manda pessoas atrás de mim, tentou me internar compulsoriamente para preservar a imagem política dele”, afirmou Adriana em um dos trechos da entrevista.
Questionada sobre as denúncias envolvendo apostas ilegais, Adriana disse que não comentaria o assunto. Limitou-se a afirmar que irá cumprir todas as determinações judiciais e que sua consciência está tranquila.
Investigação por estelionato
Paralelamente às acusações de perseguição, a Polícia Civil de Várzea Grande concluiu, no início deste mês, o inquérito que apura a atuação de Adriana em golpes ligados ao “jogo do tigrinho”. De acordo com a investigação, ela teria convencido moradores a investir dinheiro em plataformas de apostas, prometendo retorno financeiro, o que não ocorreu.
O delegado André Monteiro informou que não foi solicitada a prisão da investigada, mas sim a aplicação de medidas cautelares. Entre elas estão a proibição de sair do país, a restrição de contato com as vítimas, o bloqueio de contas bancárias, com cerca de R$ 1 milhão, e a vedação do uso do CPF em plataformas de jogos online.
“O objetivo é evitar fuga e tentar assegurar o ressarcimento das vítimas, caso ainda haja valores disponíveis”, explicou o delegado.



