SESSÃO SOLENE
Max Russi abre ano legislativo e projeta Assembleia como eixo do diálogo e da estabilidade
Da Redação
Na abertura da 4ª Sessão Legislativa da 20ª Legislatura, na manhã desta segunda-feira (2), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, usou o rito formal para enviar uma mensagem política clara: o Parlamento se coloca como espaço de equilíbrio, mediação e poder institucional, em um momento em que o diálogo entre os Poderes se tornou central para a governabilidade do Estado.
Ao declarar os trabalhos abertos “sob a proteção de Deus”, Russi fez questão de ir além do protocolo regimental. Seu discurso foi menos sobre procedimentos e mais sobre papel político da Assembleia no arranjo democrático mato-grossense.
Para o presidente, a sessão inaugural simboliza a reafirmação do compromisso do Legislativo com a Constituição e com a sociedade, num cenário em que tensões institucionais exigem maturidade política.
“A abertura de uma sessão legislativa não é apenas um ato formal. Ela representa a reafirmação do compromisso desta Casa com a democracia, com a Constituição e com o povo de Mato Grosso.”
Russi apresentou o Parlamento como o lugar onde divergências se resolvem pelo debate qualificado, uma leitura política de que a Assembleia pretende atuar como arena de negociação e não de confrontação.
O eixo central do pronunciamento foi a defesa do diálogo institucional. Sem citar conflitos específicos, o presidente sinalizou que a estabilidade democrática depende da convivência harmônica entre Legislativo, Executivo e Judiciário.
Na prática, foi uma afirmação de protagonismo do Parlamento: cooperar sem subordinação, dialogar sem abdicar de prerrogativas. “O diálogo não fragiliza a democracia; ele a fortalece. Esta Casa seguirá vigilante, independente e comprometida com o interesse coletivo.”
Leitura política do primeiro ano de gestão
Ao fazer um balanço do seu primeiro ano na presidência, Russi enquadrou sua gestão como um período de fortalecimento institucional do Legislativo, destacando modernização administrativa, transparência e responsabilidade fiscal.
Mais do que um relatório técnico, foi um recado político: a Assembleia amadureceu, ganhou corpo e ampliou sua capacidade de influência.
Ele evitou personalizar conquistas, atribuindo resultados à “maturidade política dos deputados e deputadas” e ao papel dos servidores, uma sinalização de liderança agregadora.
O ponto mais político do discurso foi a menção ao Reajuste Geral Anual (RGA) de 5,40% aos servidores estaduais. Russi apresentou o episódio como prova de que a Assembleia sabe negociar sem abrir mão de responsabilidade fiscal. Foi uma forma de dizer: o Legislativo apoia, mas também condiciona; colabora, mas fiscaliza.
“Conciliamos responsabilidade com justiça, técnica com sensibilidade social.”
Para o novo ano legislativo, Russi projetou uma pauta plural e aberta à participação popular, evocando Dante de Oliveira para reforçar que democracia é construção diária.
Ele indicou prioridades amplas, desenvolvimento sustentável, serviços públicos, valorização dos servidores, segurança, saúde e educação, sem amarras partidárias, mas com orientação clara: a Assembleia quer ser ator central das decisões estratégicas do Estado.



