O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), tentou minimizar a escalada de tensão provocada por declarações recentes do senador Jayme Campos (União), que na semana passada endureceu o discurso contra o governador Mauro Mendes e o ex-governador Blairo Maggi (PP).
Em entrevista a um podcast na região do Araguaia, Jayme Campos disparou citações contra Maggi, afirmando que o empresário estaria se valendo de uma liminar judicial para evitar o pagamento de valores ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
Segundo o senador, a dívida poderia chegar a pelo menos R$ 2 bilhões. Dias depois, Jayme também afirmou que Mauro Mendes “tem a caneta na mão” e que esse cenário “vai passar”, o que foi interpretado como uma crítica direta ao governador.
Ao comentar o episódio, Botelho lembrou que qualquer definição sobre candidaturas ao governo deverá respeitar a decisão da maioria dos filiados. Questionado se estava presente quando Jayme fez as declarações mais duras, Botelho confirmou que houve conversa sobre o tema, mas evitou detalhar o conteúdo.
“Teve conversa, teve. Agora, eu não me lembro exatamente quem falou, mas que teve, teve sim. Existia alguma discussão sobre valores que não teriam sido pagos. Isso aconteceu. Mas acho que isso é algo pontual”, disse. Para o parlamentar, o foco do debate não deveria ser embates pessoais, mas propostas para Mato Grosso.
“Eu acho isso irrelevante para discutirmos o futuro do estado e as proposições que precisamos encaminhar. Isso não muda a situação de Mato Grosso”, afirmou. Sobre o possível desgaste de Jayme com o setor do agronegócio ao fazer críticas a um nome de peso como Blairo Maggi, Botelho reconheceu a relevância histórica do ex-governador.
“Blairo é uma figura importante para o estado. Mas hoje há divisões no próprio setor produtivo, inclusive dentro da Aprosoja. Não existe mais uma posição única. Existem várias divisões”, observou.



