ESCÂNDALO EM SORRISO
Delegado de Sorriso nega crimes, atribui acusações a facção e diz que prints foram manipulados
Da Redação
O delegado titular da Delegacia Municipal de Sorriso, Bruno França, negou práticas criminosas e afirmou que as acusações divulgadas recentemente fazem parte de uma estratégia de facção criminosa para deslegitimar o trabalho da Polícia Judiciária Civil no combate ao crime organizado. A unidade policial é alvo de investigação da Corregedoria da Polícia Civil.
A manifestação ocorre após a repercussão de prints com mensagens, de um grupo policial chamado DHPP- Assuntos Oficiais, que apontam supostos abusos de teor sexual, que vieram à tona depois da prisão do investigador Manoel Souza, de 52 anos, detido no dia 1º de fevereiro sob acusação de estuprar uma detenta quatro vezes no alojamento da unidade policial. O caso ganhou projeção nacional e foi tema de reportagem exibida no programa Domingo Espetacular, da TV Record, neste domingo (8), em matéria assinada pelo jornalista Roberto Cabrini.
Em nota oficial, a Delegacia Municipal de Sorriso esclareceu que, em outubro de 2025, um aparelho celular da Divisão de Combate a Homicídios foi furtado, fato que teria dado origem às primeiras publicações com conteúdo considerado difamatório e calunioso. Segundo a unidade, desde então passaram a circular materiais que buscam induzir a falsa conclusão de que haveria práticas ilícitas por parte de policiais no tratamento de presos e em mortes decorrentes de intervenção policial.
O delegado sustenta que os conteúdos divulgados são dolosamente editados ou retirados de contexto, muitos deles apresentados de forma jocosa, e não refletem a realidade da atuação policial. A nota destaca ainda que, em nove anos de existência, a Divisão de Combate a Homicídios de Sorriso jamais se envolveu em confronto policial.
O texto também afirma que todas as denúncias de maus-tratos a custodiados, supostamente atribuídas a policiais da unidade, foram investigadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, no exercício do controle externo da atividade policial, e acabaram arquivadas por falta de fundamento, sendo classificadas como caluniosas. Alguns dos responsáveis pelas acusações, conforme a delegacia, foram indiciados ou seguem sendo investigados por denunciação caluniosa.
Ainda de acordo com a nota, o material original – incluindo prints já periciados – foi voluntariamente entregue à Corregedoria Geral da Polícia Civil e ao Ministério Público.
O delegado responde a processo por ameaça e abuso de autoridade durante abordagem realizada em condomínio de luxo, em novembro de 2022.
Veja a íntegra:
Como se sabe, a divisão de combate a homicídios da Delegacia Municipal de Sorriso/MT teve um aparelho celular furtado no mês de outubro de 2025.
Iniciaram-se então diversas publicações com intuito difamatório e calunioso que têm a finalidade de deslegitimar o trabalho realizado pela Polícia Judiciária Civil no combate ao crime organizado. Na ocasião, foi esclarecido se tratar de material não verídico.
Ocorre que, oportunamente após a prisão de um investigador de polícia, as publicações começaram a se repetir de forma exponencial.
Tais publicações são alicerçadas em materiais dolosamente editados ou retirados de contextos jocosos, a fim de induzir a falsa conclusão de que existem comportamentos ilícitos por parte dos policiais desta unidade, especificamente no tratamento a presos e mortes por intervenção de agente do Estado.
As alegações supracitadas são inexistentes e absurdas, conforme demonstrado por alguns prints originais – e já periciados – enviados anexos. Ressalta-se que em nove anos de existência, a divisão de combate a homicídios da delegacia de Sorriso/MT jamais se envolveu em confronto policial algum. Absolutamente nenhum!
Ademais, todos os falsos relatos de maus tratos à custodiados – sempre realizados por membros de uma facção criminosa específica – foram investigados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso no exercício do controle externo da atividade policial e arquivados por se mostrarem caluniosos.
Enfatiza-se, inclusive, que seus noticiantes foram indiciados, ou são investigados, pelo crime de denunciação caluniosa.
A publicação ou o repasse de tais materiais se apresenta como ferramenta de promoção e proteção do crime organizado e ataca, de forma ilegal e injusta, a honra objetiva e subjetiva dos policiais desta unidade.
Informa-se que o material original já foi, de forma voluntária, integralmente disponibilizado à Corregedoria Geral da Polícia Civil bem como ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso para que não reste dúvida alguma a respeito da legalidade da atuação dos policiais.
Desde já esta Delegacia de Polícia se coloca à disposição para esclarecer qualquer publicação ou material veiculado, no intuito de demonstrar sua falsidade formal ou material.



