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CHAMPIONS LEAGUE

Golaço de Vini Jr, denúncia de racismo e o debate que a Champions não pode ignorar

Bebeto Dias

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O Real Madrid venceu o Benfica por 1 a 0 no Estádio da Luz, no jogo de ida dos playoffs da Champions League. Era noite grande, clima de decisão, tensão europeia. Mas bastaram quatro minutos do segundo tempo para o roteiro mudar: Vinícius Júnior dominou pela esquerda, puxou para dentro e acertou o ângulo. Golaço. Camisa 7 decidindo mais uma vez.

Depois do gol, Vini fez o que sempre fez: dançou. Sambou. Bailou. Celebrou. É Carnaval no Brasil. É cultura. É identidade. É alegria. Levou cartão amarelo pela comemoração. A pergunta é inevitável: qual é o problema em comemorar um gol? Desde quando dançar virou provocação intolerável? Vinícius sempre respondeu com futebol e com dança. O que incomoda tanto?

O que deveria incomodar, e muito, foi o que veio depois. Vini acusou o argentino Gianluca Prestianni de tê-lo chamado de “mono” durante a confusão após o gol. Racismo. O protocolo foi ativado, o jogo parou, o clima mudou. Não foi exagero. Não foi vitimismo. Foi denúncia. Foi limite ultrapassado dentro do maior palco do futebol europeu.

Kylian Mbappé afirmou que ouviu a ofensa e disse que o termo foi repetido mais de uma vez. Federico Valverde também confirmou que algo grave foi dito. Quando jogadores desse nível se posicionam, a discussão deixa de ser versão contra versão. Passa a ser responsabilidade institucional. A Champions precisa decidir qual mensagem quer transmitir: punir a dança ou combater o preconceito?

Vinícius se revoltou e com razão. Racismo não é “calor do jogo”. Não é rivalidade. Não é provocação aceitável. É crime. E não pode ser tratado como detalhe de uma grande noite europeia. Se a Champions quer ser o maior palco do mundo, precisa mostrar que também sabe proteger quem brilha nele.

Mas afinal, quem é Prestianni? Nascido em Ciudadela, na Argentina, o atacante de 20 anos foi revelado pelo Vélez Sarsfield e contratado pelo Benfica por cerca de 9 milhões de euros no fim de 2023. Jovem, promissor e com passagens pelas seleções de base da Argentina, ele agora se vê no centro de uma polêmica que pode gerar consequências disciplinares. O futebol aceita tensão, aceita provocação, aceita emoção. O que não pode, jamais, é normalizar o racismo.

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