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PARALIZADA

Senador critica omissão do governo em terminal portuário

Muvuca Popular

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O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), voltou a se manifestar sobre a ocupação do terminal portuário em Santarém e endureceu o tom contra o Governo Federal diante da paralisação das operações.

Desde 22 de janeiro, movimentos de povos indígenas bloqueiam o acesso ao terminal da Cargill, exigindo a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que trata de estudos para eventual concessão da navegabilidade na Hidrovia do Rio Tapajós. Na madrugada deste sábado (21), o setor administrativo do terminal foi ocupado.

Enquanto o bloqueio ocorria no Pará, manifestações também foram registradas em São Paulo. Integrantes de movimentos sociais e ambientais protestaram em frente ao escritório central da Cargill, na zona sul da capital paulista, interditando parte da Avenida Chucri Zaidan. A empresa classificou os atos como violentos.

Para Wellington, a situação ultrapassou o campo do debate institucional e entrou no terreno da ilegalidade.

“Infraestrutura não pode ser refém da omissão. Não estamos falando apenas de patrimônio privado, mas de infraestrutura crítica do país. Portos são engrenagens estratégicas da economia nacional. Interromper suas operações é comprometer contratos, elevar custos e afastar investimentos”, afirmou.

O senador lembrou que, por meio da FRENLOGI, realizou audiência com o Advogado-Geral da União solicitando providências jurídicas para a desobstrução do acesso ao terminal. Após a reunião, a Justiça Federal reconheceu a ilegalidade da ocupação. Mesmo assim, segundo ele, não houve ação efetiva para garantir o cumprimento da decisão.

“O silêncio do Governo Federal diante de atos que atingem infraestrutura estratégica preocupa. Quando o Estado não reage com firmeza, transmite insegurança. E insegurança afasta investimento, encarece crédito e prejudica quem mais precisa de emprego e renda”, declarou.

Wellington também ressaltou que Mato Grosso depende diretamente do corredor logístico do Arco Norte para escoar sua produção. Ele citou ainda a indefinição em torno da Ferrogrão, projeto estruturante que liga o estado aos portos do Norte e que segue travado.

Para o parlamentar, a paralisação do terminal em Santarém soma-se a uma série de entraves que comprometem a competitividade brasileira.

“Temos a Ferrogrão parada, temos obras rodoviárias que não avançam, temos decisões que demoram anos. Agora vemos um porto estratégico bloqueado, mesmo após decisão judicial. Isso demonstra falta de coordenação e fragilidade na condução de temas essenciais para o país”, criticou.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou, em nota, que reconhece o direito à manifestação e que busca negociação para a liberação da área. A pasta também afirmou que o decreto não autoriza obras nem privatiza a hidrovia, tratando apenas de estudos técnicos.

Em nota de repúdio por meio da Frenlogi, Wellington sustenta que diálogo não pode significar paralisia do Estado. “O direito à reivindicação é legítimo. Mas invadir, depredar, ameaçar trabalhadores e paralisar atividades produtivas ultrapassa qualquer limite democrático. Isso não é manifestação. É crime”, afirmou.

O senador afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para que o corredor logístico do Norte volte a operar com normalidade, garantindo competitividade à produção de Mato Grosso e estabilidade ao ambiente de investimentos no Brasil.

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