AGIRAM DE MÁ FÉ
Ilde Taques critica “sacanagem” após vazamento de áudios e sai em defesa de vereadores
Muvuca Popular
Ao classificar como “sacanagem” o vazamento de áudios trocados no grupo interno de WhatsApp dos vereadores de Cuiabá, na sessão desta terça-feira (24), o vereador Ilde Taques (PSB) saiu em defesa dos colegas Pastor Jefferson Siqueira (PSD) e Denilson Nogueira (PP), que tiveram falas críticas à imprensa local tornadas públicas nos últimos dias.
Durante sessão online da Câmara, Ilde afirmou que houve má-fé na exposição do conteúdo, ressaltando que o grupo é um espaço destinado a debates internos, muitas vezes mais acalorados. “É sacanagem de quem fez isso, porque ali naquele grupo de WhatsApp a gente tem um debate mais acalorado, fala opiniões que são para ficar mais reservadas. Infelizmente alguém, com maldade, enviou os áudios para um veículo de comunicação e expôs colegas nossos”, declarou.
A polêmica envolve cinco áudios – dois atribuídos a Jefferson e três a Denilson – nos quais os parlamentares demonstram indignação com matérias recentes que, segundo eles, teriam caráter prejudicial à imagem do Legislativo municipal. O episódio ganhou força após a repercussão de um desentendimento entre a presidente da Casa, Paula Calil (PL), e a vereadora Baixinha Giraldelli.
Para Ilde Taques, o vazamento compromete a confiança entre os parlamentares e prejudica o diálogo político. Segundo ele, após a exposição dos áudios, alguns vereadores deixaram o grupo de mensagens, o que pode impactar a articulação interna da Casa. “Isso acaba atrapalhando o nosso trabalho, o debate político saudável”, pontuou.
Em gesto de solidariedade, o vereador dirigiu palavras a Denilson Nogueira, destacando sua trajetória. “Você é muito maior do que isso. O seu trabalho, a sua história… Eu sei que não vai se acanhar com esse episódio e continuará trabalhando por Cuiabá”, afirmou.
A presidente Paula Calil (PL) também se manifestou, reforçando a necessidade de preservar a imagem institucional da Câmara. “Independentemente dos posicionamentos políticos, todos nós deveríamos preservar a imagem da Câmara enquanto instituição. Um fato como este é péssimo para a instituição”, declarou, elogiando a postura de Ilde.
O episódio evidencia o ambiente de tensão entre parte do Legislativo cuiabano e setores da imprensa, além de reacender discussões sobre os limites entre a informalidade dos bastidores políticos e a responsabilidade pública inerente ao mandato parlamentar.



