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VEJA NOMES

Com quociente nas alturas, partidos apostam em “puxadores” para sobreviver em 2026

Kamila Araújo

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A corrida para montar chapas competitivas de deputado federal em Mato Grosso já enfrenta um gargalo matemático: quociente eleitoral elevado. O fato tem preocupado as agremiações que estão desde o ano passado quebrando a cabeça para formar uma chapa competitiva á Câmara Federal.
Diante disso, as siglas estão apostando em parlamentares com mandato para garantir robustez eleitoral.
Nas eleições de 2022, Mato Grosso registrou aproximadamente 1,73 milhão de votos válidos para deputado federal. Dividido pelas 8 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados, o quociente eleitoral ficou na casa de 216 mil votos por vaga.
Se o padrão de comparecimento se repetir em 2026, as projeções indicam que o quociente pode novamente superar a marca dos 210 mil votos, podendo até se aproximar de 230 mil, dependendo do volume de votos válidos.
Em termos práticos, isso significa que cada cadeira “custa” mais de 200 mil votos ao partido ou federação. Não se trata apenas do desempenho individual do candidato, mas da soma da nominata.
Vale lembrar que, cada partido pode registrar até 100% do número de vagas em disputa mais um, o que em Mato Grosso representa no máximo nove candidatos a deputado federal por sigla.
Partindo disso, a lógica é clara: dois ou três candidatos com votação entre 70 mil e 100 mil votos podem ser decisivos para que a nominata ultrapasse a barreira matemática exigida.
Na federação União Brasil e PP, a aposta recai sobre o deputado federal Fábio Garcia, que irá buscar a reeleição no pleito deste ano; da suplente Gisela Simona, que está no cargo desde o início do mandato devido a licença de Garcia que comanda a Casa Civil de Mato Grosso; e ainda a primeira-dama Virginia Mendes, que é uma das grandes apostas da agremiação tendo em vista os serviços sociais que prestou no Estado.

 

Além deles, ainda devem completar a chapa o Coronel Roveri, atual secretário de Segurança Pública de Mato Grosso; o o ex-deputado federal Nilson Leitão, que deixou o PSDB e se filiou no PP recentemente.

No MDB, os principais nomes são dos deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa, além do ex-prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat e da atual vice-prefeita da Capital Vânia Rosa. A agremiação, contudo, pode perder Juarez que não descarta trocar o MDB pelo Republicanos, que não conta com ninguém de mandato como puxador de voto.
Entre os principais nomes da agremiação para a disputa proporcional federal estão do ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti e os ex-deputados federais Neri Geller e Dr. Leonardo.
Já o Partido Liberal concentra forças nos deputados federais Nelson Barbudo, Coronel Fernanda, Rodrigo da Zaeli e o deputado federal Coronel Assis, atualmente no União Brasil, mas que deve ser candidato a reeleição pelo PL.
Outro nome que surge nos bastidores é do pecuarista Thiago Boava, marido da falecida deputada federal Amália Barros, que deve ser “apadrinhado” pelo clã Bolsonaro.
No Podemos, os nomes ventilados como potenciais puxadores são o empresário Elson Ramos e o pastor Marcos Ritella, que disputou a última eleição para prefeito de Cuiabá.
Já no Partido dos Trabalhadores (PT), a puxadora de votos continuará sendo a Professora Rosa Neide. Outra cotada para reforçar a chapa é a ex-vereadora por Cuiabá Edna Sampaio.
Aposta em quem já tem mandato
Diante desse cenário, os partidos têm priorizado:
  • Deputados federais que buscam reeleição;
  • Deputados estaduais com votação consolidada;
  • Lideranças regionais com base eleitoral comprovada.
A estratégia é clara: diminuir o risco de não atingir o quociente eleitoral e evitar que a chapa se torne apenas figurativa como aconteceu com o Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição passada. Em 2022, a ex-deputada federal Rosa Neide (PT) obteve mais de 124 mil votos, foi a mais votada de todo o estado, mas não conseguiu a reeleição porque a sua chapa não alcançou o quociente eleitoral.
Internamente, dirigentes partidários reconhecem que montar uma nominata competitiva em Mato Grosso exige pelo menos dois a três puxadores de voto com potencial acima de 70 mil a 100 mil votos cada, para que a soma total ultrapasse a barreira estimada do quociente.
Risco para partidos médios e pequenos
Para legendas sem deputados federais ou estaduais de grande votação, o cenário é ainda mais desafiador. Sem nomes com recall eleitoral, a possibilidade de não atingir o quociente cresce consideravelmente.
Na prática, isso pode resultar em:
  • Fusões informais via federações;
  • Migração de candidatos para partidos mais estruturados;
  • Redução do número de chapas viáveis no Estado.
 Disputa tende a ficar mais concentrada
A matemática eleitoral aponta para uma eleição mais concentrada em 2026. Com quociente elevado e espaço reduzido na chapa, a tendência é de fortalecimento de partidos já estruturados e dificuldade para aventureiros ou candidaturas isoladas.
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