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Mendes defende Dilmar na CCJ e tenta apaziguar crise com Botelho no União; veja vídeo
Kamila Arruda e Renato Ferreira
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou que não interfere nas decisões internas da Assembleia Legislativa (ALMT), mas avaliou que o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (União) reúne credenciais para presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), considerada a mais importante do Parlamento estadual.
A declaração ocorre após o impasse envolvendo a composição da comissão. O deputado Eduardo Botelho acusou Dilmar de traição e chegou a afirmar que o colega não teria seguido o Regimento Interno no processo de escolha da presidência da CCJ.
Apesar da polêmica, Mendes evitou entrar na disputa interna do Legislativo e destacou que a decisão cabe exclusivamente aos parlamentares.
“Olha, eu não me meto muito lá, nunca me imiti. Mas se foi essa a escolha, o Dilmar é uma pessoa que tem mérito. Ele nunca foi presidente da CCJ e é um cara merecedor pelo trabalho e pelo conhecimento que tem”, afirmou.
Mesmo em meio ao clima de tensão, Dilmar foi oficializado presidente da CCJ na manhã desta quarta-feira (4). O parlamentar também anunciou que deve deixar a liderança do governo na Assembleia no final deste mês, período em que o próprio Mauro Mendes pode renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano.
O governador reiterou que o Executivo não interfere na organização interna da Assembleia e explicou que a escolha do novo líder do governo caberá ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“Essa decisão é dos parlamentares. O governo não interfere nisso. O próximo líder será escolhido pelo Otaviano Pivetta”, pontuou.
Crise interna no União Brasil
O embate entre Dilmar Dal’Bosco e Eduardo Botelho acabou extrapolando o ambiente da Assembleia e ganhou contornos partidários. Em meio à crise, o atual líder do governo chegou a cogitar deixar o União Brasil durante a janela partidária.
Mauro Mendes tratou o episódio como um desentendimento pontual e afirmou que pretende atuar para reduzir a tensão dentro da sigla.
“Houve um ‘treme-paque’ aí entre o Dilmar e o Botelho, mas eu espero que no final fique tudo bem”, disse.
Para o governador, divergências são naturais dentro de grupos políticos e podem ser superadas quando os interesses comuns são maiores do que os conflitos.
“As divergências existem dentro de casa. Muitas vezes amigos têm divergências, mas se aquilo que une é maior do que aquilo que separa, as pessoas podem voltar a ter boas relações”, afirmou.
Mendes também revelou que já conversou com Botelho após o episódio e que pretende dialogar com Dilmar para tentar evitar a saída do parlamentar do partido.



