DEZ DIAS PARA LIBERAÇÃO
Ponte sobre o Córrego Fundo é interditada por risco de desmoronamento
Muvuca Popular
A ponte sobre o Córrego Fundo, no perímetro urbana da Capital, exatamente na Rua 13 que faz divisa entre os bairros Boa Esperança e Santa Cruz foi interditada emergencialmente, na tarde desta quarta-feira (4), por risco de desmoronamento. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, em apoio a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas que executará a obra de reparo imediato na manhã de quinta-feira (5). Estima-se 10 dias para liberação do local, tendo em vista que a cabeceira da ponte de um lado desbarrancou provocando fissura em toda a extensão da ponte e do outro lado da ponte, também haverá intervenção preventiva.
A via é utilizada como rota de desvio fazendo a ligação entre a Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho) e a Av. Fernando Corrêa da Costa. Portanto, não há alternativas de desvio, a não ser utilizando os entornos do respectivo trajeto.
O secretário Municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira vistoriou o local e detalhou as providências. “Será necessário remover toda a parte de aterro das duas cabeceiras. Inicialmente, a intervenção estava prevista apenas em uma delas, mas há grande possibilidade de que seja preciso atuar nas duas. Neste primeiro momento, será feita a retirada do aterro para que a equipe técnica possa avaliar com precisão a extensão dos danos e definir as etapas seguintes do serviço”.
Reginaldo ressaltou reconheceu a importância da via para o escoamento do trânsito da região da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Avenida Fernando Corrêa da Costa, dando acesso ao bairro Santa Cruz e a toda a região próxima à Estrada do Moinho (Av. Arquimedes Pereira Lima). Devido às fortes chuvas, houve um desbarrancamento que comprometeu uma das cabeceiras da via, mas já iniciaremos o trabalho para restabelecer o trajeto o mais breve possível. Contamos com a compreensão da população, a medida é necessária para preservar vidas, evitando que algum acidente grave aconteça”.
O engenheiro de infraestrutura Marcos Farias avaliou a situação e reforçou que será necessário abrir a área com o uso de máquina pesada, especificamente uma escavadeira hidráulica. Observa-se que as placas de concreto cederam levemente, o que permitiu que o material fino vazasse para dentro do rio. O procedimento consistirá na colocação de pedras de grande porte para dar sustentação à base. Em seguida, será feito o travamento dessas pedras com concreto usinado, formando uma espécie de enroncamento estruturado. Após essa etapa, será recomposto o material fino por cima, executada a base e, por fim, aplicada a capa asfáltica”, relatou.
Na área próxima à fissura identificada, será necessário abrir aproximadamente quatro a cinco metros na parte superior, no trecho onde ocorreu a trinca, pois não há condições de realizar o serviço sem essa abertura.
“Durante a execução da obra será necessária a interdição total do local, pois não é possível executar o serviço parcialmente e liberar o tráfego simultaneamente, devido à complexidade da intervenção”, pontuou o engenheiro.
Bloqueio sinalizado
Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública atuou prontamente na sinalização e no bloqueio da área, com instalação de barreiras físicas para impedir o tráfego de veículos, além da implantação de sinalização luminosa para reforçar a visibilidade da interdição, especialmente no período noturno.
“Reforçamos que a colaboração da população é fundamental neste momento. Orientamos que os condutores utilizem vias da região e respeitem a sinalização instalada no local. Agentes de trânsito estarão monitorando o trânsito e auxiliando para minimizar os transtornos e melhorar a fluidez dos veículos, especialmente porque é uma situação que pega todos de surpresa”, afirmou a secretária de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Francyanne Lacerda.



