DESIGUALDADE SOCIAL
Mato Grosso avança e aparece entre os estados com menor índice de famílias na pobreza
Kamila Arruda
Mato Grosso se destaca no cenário nacional ao figurar entre os estados com menor percentual de famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
De acordo com o levantamento, o estado ocupa a 6ª posição no país, indicando que uma parcela menor da população vive com renda per capita inferior a R$ 218 mensais, parâmetro adotado pelo Governo Federal para definir a linha da pobreza desde 2023.
O indicador faz parte do pilar de Sustentabilidade Social e mede a proporção de domicílios em situação de vulnerabilidade econômica. Quanto menor o percentual, melhor o desempenho no ranking.
No topo da lista aparecem estados do Sul e Sudeste, com melhores indicadores sociais. Santa Catarina (1º), Rio Grande do Sul (2º) e Paraná (3º) lideram o ranking, seguidos por São Paulo (4º) e Mato Grosso do Sul (5º).
Logo atrás, Mato Grosso aparece como o melhor colocado da região Centro-Oeste, à frente inclusive de unidades com maior população e estrutura econômica.
Por outro lado, estados do Norte e Nordeste concentram os piores índices. Entre os últimos colocados estão Maranhão (27º), Amazonas (23º) e Acre (25º), onde a proporção de famílias em situação de pobreza é significativamente maior.
O que explica o desempenho
O resultado de Mato Grosso está diretamente ligado ao dinamismo econômico, impulsionado principalmente pelo agronegócio, geração de emprego e renda, além de políticas sociais e crescimento populacional acompanhado de expansão econômica.
Ainda assim, o ranking evidencia que, apesar da boa colocação, o problema da pobreza não está completamente superado. O próprio indicador mostra que ainda há uma parcela da população vivendo com renda insuficiente, reforçando a necessidade de políticas públicas contínuas.
Como funciona o ranking
O estudo considera como famílias em situação de pobreza aquelas com renda mensal per capita de até R$ 218, conforme decreto federal em vigor.
Além disso, o ranking organiza os estados com base no menor percentual de domicílios nessa condição, destacando aqueles que conseguem reduzir desigualdades e ampliar a inclusão social.



