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ECONOMIA

Taxa de desemprego sobe para 5,8% em fevereiro

Muvuca Popular

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A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, ante o patamar de 5,2% no trimestre de setembro a novembro de 2025, informou nesta sexta-feira, 27, o IBGE.

No trimestre encerrado em janeiro, a taxa tinha ficado em 5,4%. O resultado veio acima do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7%.

Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro.

A taxa de 5,8% de fevereiro é a maior desde o trimestre encerrado em junho de 2025, quando também ficou em 5,8%. Mesmo assim, trata-se do menor patamar para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Apesar da alta no desemprego, a renda média do trabalhador atingiu novamente patamar recorde. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas, estimado em R$ 3.679, no trimestre encerrado em fevereiro, registrou crescimento de 2% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comércio e serviços”, afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

Desemprego cresce, população ocupada cai
No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e aumento de 1,5% frente ao mesmo trimestre do ano passado (mais 1,5 milhão de pessoas).

Na comparação com o período entre setembro e novembro de 2025, houve forte redução de postos de trabalho no grupo Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (menos 696 mil pessoas). Também, na Construção (menos 245 mil pessoas).

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”, completou.

Redução ocorreu em postos sem carteira assinada
Houve redução de 342 mil pessoas no grupo de trabalhadores empregados no setor privado com carteira assinada na comparação com o trimestre anterior. O número permaneceu estável frente ao ano passado.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 12,6 milhões de pessoas, também apresentou queda, de 3,7%, frente ao trimestre anterior. Houve no entanto uma elevação de 4,1% (500 mil pessoas) em relação ao ano passado.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 26,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade nesse período. O mesmo comportamento dos trabalhadores domésticos, estimados em 5,5 milhões de pessoas.

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