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Desmatamento não gera riqueza: 47 das 50 cidades mais devastadas têm renda abaixo da média

Muvuca Popular

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O desmatamento em larga escala não tem se convertido em qualidade de vida para a população. Um levantamento baseado em dados do Inpe e do IBGE mostra que, entre os 50 municípios que mais devastam a vegetação no Brasil, 47 têm renda média mensal abaixo da média nacional. Em Mato Grosso, onde o avanço da fronteira agrícola impulsiona o PIB, o cenário revela um contraste: crescimento econômico acompanhado de desigualdade nas cidades mais afetadas.

Embora o estado concentre as três exceções onde a renda média supera a nacional — Aripuanã, Nova Bandeirantes e Paranatinga — pesquisadores da UFMT e do Inpe alertam que esses números escondem uma forte concentração de riqueza. Na prática, a renda gerada por atividades como a soja e a exploração madeireira permanece nas mãos de poucos proprietários, enquanto a agricultura altamente mecanizada reduz significativamente a oferta de empregos.

Em Paranatinga, por exemplo, a área destinada ao cultivo de soja cresceu de forma acelerada desde 2008, sem que esse avanço se refletisse em melhorias equivalentes nas condições de vida da população.

Especialistas também apontam que o desmatamento costuma gerar um impulso econômico inicial, impulsionado sobretudo pela retirada de madeira, mas esse efeito tende a ser passageiro e não sustenta uma base sólida de desenvolvimento.

Além disso, o processo vem acompanhado de impactos sociais negativos, como aumento de doenças e da violência. Há ainda consequências ambientais que retroalimentam o problema: a redução da cobertura florestal interfere no regime de chuvas e eleva as temperaturas, o que, a médio prazo, prejudica a própria produtividade agrícola.

O quadro se agrava diante da elevada taxa de ilegalidade. Estimativas do governo federal indicam que, em 2022, a maior parte da supressão de vegetação na Amazônia ocorreu de forma irregular, assim como metade do desmate no Cerrado.

Pesquisadores destacam que atividades ilegais associadas à derrubada da floresta frequentemente servem para práticas como lavagem de dinheiro e evasão fiscal, o que impede que recursos retornem aos municípios na forma de investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação.

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