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AVALIAÇÃO

Júlio Campos atribui renúncia de Tião da Zaeli a desgaste político e acordos não cumpridos

Muvuca Popular

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O deputado estadual Júlio Campos  (União Brasil) avaliou que a renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli, anunciada em 31 de março, já era esperada nos bastidores políticos e reflete um conjunto de divergências acumuladas dentro da gestão municipal.

Segundo o parlamentar, o rompimento teria sido motivado, principalmente, pelo descumprimento de acordos firmados ainda no período pré-eleitoral, que previam maior participação do vice-prefeito na administração. “Havia um entendimento de que ele teria espaço na gestão, inclusive com indicação em secretarias. Pelo que se percebe, isso não se concretizou após a eleição”, afirmou.

Júlio Campos destacou que Tião da Zaeli foi um dos principais articuladores da campanha da prefeita Flávia Moretti, o que teria ampliado a expectativa por protagonismo no governo. O distanciamento político, no entanto, acabou gerando insatisfação e desgaste na relação institucional.

Outro fator apontado pelo deputado foi a possível incompatibilidade entre a função de vice-prefeito e a articulação para assumir a presidência da Federação do Comércio (Fecomércio-MT), o que teria acelerado a decisão de renunciar ao cargo.

Além das questões individuais, Júlio Campos também contextualizou o cenário político da gestão, marcado por dificuldades iniciais de governabilidade. Segundo ele, a prefeita enfrentou resistência na Câmara Municipal e, diante desse cenário, optou por ampliar o diálogo político e incorporar nomes de gestões anteriores à administração, buscando estabilidade institucional.

“Ela teve dificuldades no começo, enfrentou uma oposição forte, mas conseguiu reorganizar a base, atrair vereadores e hoje tem uma maioria mais consolidada. Isso ajudou a dar sustentação à gestão”, avaliou.

Para o deputado, a saída de Tião da Zaeli pode representar uma redefinição de espaços políticos dentro da administração municipal, permitindo maior autonomia à prefeita na condução do governo, enquanto o ex-vice-prefeito deve concentrar sua atuação no setor empresarial.

Júlio Campos ponderou ainda que rupturas entre prefeitos e vice-prefeitos não são incomuns na política brasileira, especialmente quando há divergências sobre participação na gestão e alinhamento de projetos.

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