DIÁLOGO
Famato destaca potencial de novos mercados durante o Brazil Superfoods Summit, em Cuiabá
Muvuca Popular
O Sistema Famato participou do Brazil Superfoods Summit 2026, nesta quinta-feira (9), em Cuiabá. O evento reuniu lideranças do agro, especialistas e empresas para discutir o avanço do Brasil no mercado global de alimentos como feijão, gergelim e outras culturas consideradas “superfoods”.
Representando a entidade, o superintendente da Famato e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, integrou o painel “Feijões e gergelim regenerativos: atendendo às maiores empresas de consumo do mundo”. Durante sua participação, destacou a importância da diversificação produtiva como estratégia para garantir sustentabilidade econômica ao produtor rural.
Segundo Gauer, embora culturas como feijão e gergelim não sejam novas, elas vêm ganhando força nos últimos anos em Mato Grosso, impulsionadas pela demanda internacional. “O produtor mato-grossense está preparado para atender ao mercado. Há disponibilidade de área, tecnologia e, principalmente, capacidade de adaptação às novas oportunidades”, afirmou.
O superintendente ressaltou ainda que a ampliação do portfólio produtivo é fundamental para reduzir a dependência de poucas cadeias tradicionais. “A diversificação traz segurança no longo prazo e abre novas possibilidades de renda ao produtor”, disse.
Durante o evento, também foi enfatizado o crescimento expressivo do cultivo de gergelim no estado. Em menos de cinco anos, a área plantada saltou de menos de 200 mil hectares para mais de 700 mil hectares, evidenciando o potencial de expansão dessas culturas.
Gauer também apresentou o papel do Sistema Famato na articulação entre produtores e mercado. Além da federação, o sistema é composto pelo Imea, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), pelo AgriHub e pelos sindicatos rurais, que atuam de forma integrada na promoção de tecnologia, capacitação e desenvolvimento do setor.
“O Mato Grosso não é apenas soja, milho, algodão e pecuária. Temos potencial para inúmeras culturas, e o produtor está disposto a produzir o que o mercado demandar, desde que haja condições de comercialização e logística”, destacou.
Para o presidente da Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, os pulses, como feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico, são fundamentais para a segurança alimentar global. “Produzir proteína vegetal não é uma tendência do futuro, é uma necessidade do presente. Organismos internacionais apontam que será essencial para alimentar uma população mundial crescente”, afirmou.


