CLÁSSICO QUENTE NO DUTRINHA
Boca Suja cobra técnico do Mixto, após empate com União
Bebeto Dias
O clássico mato-grossense entregou emoção, gols e tensão até o fim. Mixto e União de Rondonópolis empataram em 2 a 2 neste sábado (11), no estádio Dutrinha, pela segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, em um confronto direto que manteve o equilíbrio dentro de campo, mas aumentou a pressão fora dele.
O Tigre começou melhor e abriu o placar logo no início com Di Maria, de cabeça, após cruzamento de Índio. A resposta do União foi imediata: Alex deixou tudo igual poucos minutos depois, também pelo alto. Embalado, o Colorado virou na sequência com Juninho, aproveitando jogada construída pelo lado esquerdo.
Ainda na primeira etapa, o Mixto reagiu. Com participação direta de Di Maria, Gabriel Justino marcou e deixou o confronto empatado antes do intervalo, consolidando um primeiro tempo movimentado e de alta intensidade.
Na etapa final, o ritmo seguiu forte, com chances para os dois lados. O União ainda teve um jogador expulso na reta final, o que aumentou a pressão do Mixto em busca da virada, mas o placar permaneceu inalterado até o apito final.
Com o resultado, o Mixto segue dentro do G-4 do grupo, mas amplia uma sequência incômoda: já são 10 jogos sem vencer no tempo regulamentar. Do outro lado, o União soma seu primeiro ponto, mas ainda aparece na parte de baixo da tabela.
Cobrança da torcida Boca Suja
E se dentro de campo houve equilíbrio, fora dele o clima foi de cobrança. A torcida mixtense, conhecida como “Boca Suja”, protestou após o apito final, direcionando críticas ao técnico Lucas Isotton, principalmente pelas escolhas na escalação e substituições, além do longo jejum de vitórias, algo que começa a incomodar até mesmo em jogos contra adversários diretos na competição.
No fim, o clássico deixa um recado claro: a Série D não dá margem para vacilo e, em Mato Grosso, a pressão já começou a aumentar.


