MESA DIRETORA
Paula confirma acordo sem vetos com Dilemário e bloco chega a 14 vereadores
Muvuca Popular
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), confirmou que o grupo de 12 vereadores que sustenta seu projeto de reeleição abriu diálogo com o vereador Dilemário Alencar (União), também pré-candidato ao comando da Mesa Diretora, e com a vereadora Baixinha Giraldelli (SD), que integra o mesmo campo político. O encontro terminou com um entendimento inicial: não haverá veto a nomes na construção da futura chapa, podendo a cabeça de chapa ser qualquer um dos dois.
Com a aproximação entre os grupos, o bloco passa a reunir 14 vereadores e amplia o peso político, e prejudica o projeto de candidatura do vereador Ilde Taques (Podemos).
Segundo Paula, a reunião teve como objetivo permitir que cada lado apresentasse seu posicionamento e avaliar uma possível composição para unificar forças.
De acordo com a presidente, a principal sinalização construída foi a de que o futuro presidente da Câmara poderá sair entre os nomes que integram esse novo grupo ampliado, sem exclusões prévias.
“A reunião terminou com o entendimento de que não houvesse vetos ao nome do vereador Dilemário e nem vetos ao meu nome. Foi a primeira reunião que nós fizemos dos dois grupos”, declarou.
Apesar do avanço, Paula evitou tratar o movimento como acordo fechado e afirmou que as conversas ainda estão em fase inicial.
Ela também reconheceu que Dilemário mantém sua candidatura e continuará trabalhando para ampliar apoios, mas avaliou como positivo o início do diálogo.
“No meu entendimento houve avanço. O vereador Dilemário continua candidato a presidente, o que é legítimo, mas o importante foi construir uma conversa sem restrições a nenhum nome”, disse.
Questionada sobre críticas de vereadores que apontam rompimento de compromissos firmados na eleição anterior e acusam a atual gestão de endurecimento administrativo, Paula negou qualquer interferência política nas mudanças internas da Casa.
Segundo ela, substituições em cargos fazem parte da rotina administrativa e são conduzidas com critérios técnicos e de confiança.
“As mudanças administrativas fazem parte de qualquer gestão. Nós avaliamos perfil técnico, capacidade de assessoramento e cabe ao presidente nomear e exonerar”, afirmou.


