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FALTA DE RESPONSABILIDADE

Família de idosa que morreu ao cair de avião solicitou atendimento especial, mas Latam não atendeu

Thalyta Amaral

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A família de Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos, que faleceu na última sexta-feira (29) ao cair de um avião da Latam em Congonhas (SP), afirmou que havia pedido atendimento especial para a idosa, que vinha para Cuiabá para o aniversário da filha. Apesar do pedido, a empresa não ofereceu o suporte prometido e a mulher acabou tropeçando na escada e morrendo depois de algumas horas com fraturas na cabeça e na coluna.

Em entrevista ao Metrópoles na quarta-feira (3), a médica Raquel Fávaro, que mora em Cuiabá e receberia a mãe para comemorar seu aniversário, contou que tentou, sem sucesso, conseguir atendimento especial para a idosa, mesmo ela não tendo nenhum problema de saúde.

“Um mês antes eu já tinha solicitado para a Latam, nos meios de comunicação deles, que eu liguei para perguntar como que solicitava (…) eu fiz a solicitação de idoso viajando desacompanhado, auxílio para idoso viajando desacompanhado. Mandei o localizador, eles falaram para mim que estava tudo certo, que iam me mandar um e-mail. Aguardei esse e-mail, não recebi, depois mandei uma nova mensagem falando que não tinha recebido o e-mail de confirmação da assistência especial ao idoso viajando sozinho”, lembrou a filha.

A médica também enfatizou que a idosa tinha ótima saúde. “Minha mãe tinha uma saúde ótima, ela não tinha limitação nenhuma de movimento. Ela sempre viajou muito, ela já tinha ido várias vezes para Cuiabá, mesmo desacompanhada. Não foi nenhum problema de saúde (…) que pudesse falar assim que foi um AVC que ela caiu, foi um infarto. A causa foi um escorregão mesmo”.

A filha ainda criticou a falta de suporte da Latam. “Se você solicita assistência ao idoso, tem que ter alguém lá para colocar o idoso sentado até a poltrona e depois, na hora do desembarque, pegar esse idoso que está sentado na poltrona e realmente desembarcar ele, acompanhar ele até o desembarque, o que não foi feito no nosso caso”.

Para evitar que mais pessoas passem por essa situação, Raquel e a família querem uma lei para obrigar as companhias aéreas a melhorar as condições no embarque e desembarque.

“Nosso objetivo, o meu, do meu irmão, do meu pai, é que fosse criado um projeto de lei que a gente até queria que chamasse Maria da Glória, que alguém encampasse essa ideia de que tenha melhorias nesse embarque e desembarque dentro do avião”, explicou.

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