SEM POLÊMICAS
“Cada qual no seu quadrado”, diz Pivetta ao comentar críticas de Sérgio Ricardo
Renato Ferreira
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu a independência entre os Poderes e órgãos de controle ao comentar, na manhã desta sexta-feira (12), os apontamentos e críticas do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo. Ao ser questionado sobre recentes posicionamentos do chefe da Corte de Contas, Pivetta adotou um tom cauteloso e afirmou que cada instituição deve se concentrar em suas próprias atribuições.
“Cada qual no seu quadrado. O Tribunal de Contas que cuide do que tem que fazer, e tem bastante coisa para fazer, quero acreditar. O Governo do Estado está cuidando daquilo que é sua responsabilidade”, declarou.
A fala ocorre dias após Sérgio Ricardo determinar a reabertura de uma mesa técnica para apurar falhas e exigir correções em trechos da MT-170, na região Noroeste de Mato Grosso. Após vistoriar pessoalmente cerca de 50 quilômetros da rodovia, o presidente do TCE afirmou que parte do asfalto já apresenta sinais de deterioração, apesar do alto investimento público empregado na obra.
Sem entrar diretamente no mérito da atuação do conselheiro, Pivetta reforçou que a fiscalização é uma atribuição legítima dos órgãos competentes, mas destacou que todos os Poderes e instituições também precisam estar sujeitos ao controle e à prestação de contas.
“O Poder Legislativo tem obrigação de fiscalizar qualquer poder, não apenas o Executivo. Tem obrigação de fiscalizar o Tribunal de Contas e todas as instituições. Não há nada de anormal nisso. As instituições precisam prestar contas, cada uma para o seu órgão de controle, sem reclamar”, afirmou.
Questionado se acreditava que Sérgio Ricardo estaria extrapolando suas funções, o governador evitou polemizar e disse que não pretende comentar a atuação do presidente do TCE.
“Eu não quero comentar nada sobre o presidente de um órgão auxiliar da Assembleia Legislativa. Os deputados vão comentar sobre isso”, concluiu.


