DISPUTA INTERNA
Paula diz que vai lutar por reeleição e evita clima de vitória antecipada pela Mesa
Muvuca Popular
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirma que vai manter a articulação política até o último momento para tentar viabilizar sua candidatura à reeleição ao comando da Casa e evitou qualquer discurso de vitória antecipada no processo que depende, primeiro, da aprovação da mudança no regimento interno.
O movimento ocorre após a apresentação do projeto de resolução que abre caminho para permitir a recondução da presidência do Legislativo cuiabano. A proposta foi apresentada pelo vereador Marcus Brito (PL) e precisa alcançar ao menos 18 votos para ser aprovada.
Atualmente, Paula possui o apoio de 14 vereadores e busca o respaldo de mais parlamentares para a aprovação do projeto que prevê a mudança no regimento.
Caso não consiga, o grupo com 14 vereadores irá apoiar a candidatura de Dilemario Alencar (União) a presidência.
Segundo Paula, a apreciação da matéria ainda neste primeiro semestre é considerada estratégica para garantir segurança jurídica antes do período de recesso parlamentar.
“Eu coloquei na semana passada que era importante, ainda antes do recesso parlamentar, que fosse colocada a apreciação dos pares para que nós tivéssemos também uma segurança jurídica. Tratando-se de um projeto de resolução que é interna corporis da Casa, é importante que esse projeto seja apreciado pelos colegas ainda antes do recesso parlamentar”, afirmou.
Apesar das articulações em andamento, a presidente evitou assumir formalmente a condição de candidata e destacou que a possibilidade depende diretamente da alteração do regimento.
“Eu não posso falar que sou candidata, porque ainda a gente tem que ter essa alteração do regimento interno da Casa para que eu possa vir a ser candidata. Então a gente está na disputa. E isso faz parte do processo democrático, é uma construção de muito diálogo entre os colegas para que a gente possa conseguir os votos necessários para aprovar essa matéria”, declarou.
Questionada sobre um eventual cenário em que não consiga disputar a presidência, Paula afirmou que não trata a composição da Mesa como uma disputa pessoal e disse aceitar outras posições dentro da futura formação.
“Não tenho vaidades. Se não for possível, para mim está tudo bem também. Nós temos um propósito e nós vamos lutar até o fim. Não há vitórias sem lutas”, afirmou.
Na sequência, fez questão de afastar qualquer clima de definição antecipada e reforçou que considera o processo completamente aberto.
“E o que eu quero dizer a vocês também, que eu acho que é bem pertinente a gente colocar, é que não existe vitória antes do encerramento das eleições. Não existe. A gente não canta vitória. A gente tem que construir com os colegas e a gente está aberta ao diálogo para fazer essa construção.”


