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CRISE NO ABASTECIMENTO

Pivetta diz que Estado não vai mais assistir “passivamente” falta de água em Várzea Grande

Muvuca Popular

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) endureceu o discurso sobre a crise no abastecimento de água em Várzea Grande e afirmou que o Governo de Mato Grosso não ficará mais “assistindo passivamente” à falta de água enfrentada por milhares de moradores da cidade. Ao anunciar uma visita técnica ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), ao lado da prefeita Flávia Moretti (PL), o chefe do Executivo garantiu que o Estado vai entrar de forma efetiva para ajudar o município a resolver o problema.

Segundo Pivetta, o governo estadual já negocia a destinação de recursos para fortalecer a estrutura do DAE e ampliar o abastecimento de água na cidade, que há décadas convive com interrupções no fornecimento.

“Nós estamos negociando recursos do Estado para ajudar o DAE a fazer o abastecimento para todo o povo de Várzea Grande, que ainda sofre dessa mazela primitiva, podemos falar, que é a falta de abastecimento de água”, afirmou o governador nesta quinta-feira (25).

O governador classificou como inadmissível que uma cidade da região metropolitana da capital ainda enfrente dificuldades para garantir um serviço considerado básico à população. Ele disse que a realidade vivida pelos moradores o incomoda e não condiz com o momento econômico de Mato Grosso.

“Não tem como ser mato-grossense, morar ali em Cuiabá, eu moro num belo prédio que enxerga toda a cidade de Várzea Grande, e saber que desse lado do rio tem gente que não tem abastecimento de água em casa. Isso me deixa realmente comovido e preocupado”, declarou.

Na avaliação de Pivetta, Mato Grosso não pode se apresentar como um estado desenvolvido enquanto uma cidade com cerca de 350 mil habitantes ainda enfrenta dificuldades para acessar um serviço essencial.

“Se um Estado quer se apresentar para o país ou para o mundo como desenvolvido, não pode ter, ao lado da capital, uma cidade com 350 mil irmãs e irmãos mato-grossenses que ainda têm necessidades básicas não supridas. Isso, passivamente, nós não vamos mais assistir.”

O governador assegurou que a postura do Estado mudará e prometeu participação direta na busca por uma solução definitiva para o problema.

“Nós vamos agir. Agir significa ajudar a fazer ou fazer. Porque nós somos do fazimento”, concluiu.

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