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CASO ADÉLIA

Companheiro tinha ciúmes e incômodo com renda maior de professora vítima de feminicídio

Nickolly Vilela

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A professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, morreu após ser estrangulada pelo companheiro, Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil após a prisão do suspeito, nesta quarta-feira (1º), em Juína. De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes e divergências patrimoniais relacionadas ao fim do relacionamento.

Joel foi localizado após permanecer dois dias escondido em uma área de mata. A captura ocorreu no início da tarde, após uma força-tarefa montada pela Polícia Civil. Ao chegar à Delegacia de Juína, o suspeito não respondeu aos questionamentos da imprensa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, as equipes policiais trabalharam de forma ininterrupta desde que tomaram conhecimento do desaparecimento da vítima, no dia 29 de junho.

“Conseguimos informações com testemunhas que preferiram não se identificar por receio de represálias. A partir dessas informações, montamos um cerco com praticamente toda a unidade policial e fomos afunilando a área até localizar o investigado”, afirmou.

Durante as investigações preliminares, a Polícia Civil apurou que Adélia pretendia encerrar o relacionamento, situação que não era aceita por Joel. Conforme o delegado, o suspeito demonstrava insatisfação tanto por questões financeiras quanto por ciúmes.

“A investigação aponta uma divergência patrimonial, já que a vítima queria se separar e ele não aceitava a situação. Havia a questão do patrimônio, porque ela tinha uma condição financeira melhor, e também questões relacionadas ao ciúme”, explicou.

Ainda segundo a autoridade policial, a discussão entre o casal ocorreu na noite do crime e terminou com o estrangulamento da vítima.

“Ele utilizou constrição de pescoço, esganando a vítima com as próprias mãos. A causa da morte foi exatamente uma fratura decorrente dessa ação. Ela morreu em razão do estrangulamento”, detalhou o delegado com base nas informações repassadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Adélia foi encontrada morta no último domingo (29), em uma represa localizada nos fundos do 4º Assentamento, na zona rural de Castanheira. O corpo apresentava sinais de violência e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.

De acordo com a Polícia Civil, Joel trabalhava como vaqueiro na região e mantinha um relacionamento com a vítima. Durante a abordagem que resultou em sua prisão, ele teria avançado contra os policiais com um facão e precisou ser contido.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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