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Pivetta diz que operação da PF não atingiu equipe do Estado e afirma não temer CPI

Renato Ferreira

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de fraudes em empréstimos consignados, não apontou irregularidades envolvendo integrantes da equipe do Governo do Estado.  Ao comentar a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para apurar o caso, o governador disse não ter conhecimento oficial da iniciativa e destacou que a gestão já adotou medidas para combater as fraudes desde o ano passado.

Segundo Pivetta, a operação da Polícia Federal teve como alvo empresas que atuavam com empréstimos consignados em Mato Grosso e em outros estados do país, sem atingir agentes públicos do Executivo estadual.

“A notícia que eu verifiquei, a operação foi destinada às empresas que fizeram consignados aqui e em muitos outros estados do Brasil. Não houve nada que desabonasse a conduta de ninguém da nossa equipe”, afirmou o Chefe do Executivo na última sexta-feira (17).

Questionado sobre o movimento na Assembleia Legislativa para criação de uma CPI, Pivetta disse que o assunto ainda não chegou oficialmente ao governo e ressaltou que não vê problemas na investigação.

“Sobre a CPI, eu não sei da iniciativa da CPI, oficialmente não chegou nada que eu saiba. Não tenho nenhum problema. Nós cuidamos da coisa pública e não temos compromisso com o erro”, declarou.

Apesar disso, o governador ponderou que comissões parlamentares de inquérito em período eleitoral costumam gerar desgaste político.

“É claro que CPI, em época de campanha política… ninguém gosta. E também não é normal.”

Pivetta lembrou que o governo estadual adotou medidas para conter irregularidades no crédito consignado ainda em junho do ano passado. Segundo ele, uma lei passou a proibir a atuação de instituições financeiras sem endereço em Mato Grosso na concessão de empréstimos consignados aos servidores estaduais.

Além disso, afirmou que o Estado extinguiu a modalidade conhecida como “cartão benefício”, apontada pelo governo como a principal origem das irregularidades identificadas.

“Eliminamos e extinguimos todo e qualquer cartão benefício, que é onde tinha, visivelmente, exageros, fraudes. Nós detectamos isso.”

O governador também informou que o Estado ingressou na Justiça contra 14 instituições financeiras e que os valores cobrados estão sendo depositados judicialmente para, futuramente, ressarcir os servidores prejudicados.

“Entramos na Justiça contra 14 agentes financeiros que fizeram esse cartão benefício no Estado. Esses valores estão sendo depositados em juízo e queremos ressarcir os nossos servidores.”

Ao ser questionado se a movimentação dos deputados em torno da CPI teria motivação eleitoral, Pivetta evitou fazer críticas ao Parlamento e afirmou que a discussão faz parte da atividade legislativa.

“Os deputados estão no papel deles. O Parlamento tem que falar, tomar decisões, formar consenso ou disputar ideias no voto. Eu vejo isso com muita naturalidade. Já estive lá, conheço bem a atividade, respeito eles e convivo muito tranquilamente com isso.”

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