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No ‘Dia do Caramelo’, ONG que abriga 150 animais faz apelo para não fechar as portas

Nickolly Vilela

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Neste 31 de julho, marcado pelo Dia do Caramelo, a realidade de cães e gatos abandonados contrasta com as homenagens feitas nas redes sociais. Em Cuiabá, mais de 150 animais resgatados de situações de maus-tratos dependem da ONG Anjo de Quatro Patas, que enfrenta despesas superiores a R$ 18 mil por mês e pede ajuda para manter os atendimentos.

A ONG foi criada pela psicanalista e protetora independente Rany Avelino, que há quase sete anos trocou São Paulo por Cuiabá. Ainda na capital paulista, ela já participava de resgates e feiras de adoção. Ao se mudar para Mato Grosso, passou a atuar de forma mais intensa na causa animal após se deparar com sucessivos casos de envenenamento de gatos no bairro Tropical Ville, onde morava na época.

O trabalho começou de forma independente e, com o apoio de parceiros e eventos de adoção, cresceu até ser oficialmente formalizado como ONG em 2025. Atualmente, a entidade promove feiras semanais e ações mensais de adoção, nas quais entre 10 e 23 animais costumam encontrar um novo lar.

Apesar dos resultados, a estrutura é um dos principais desafios. O abrigo funciona na mesma casa onde Rany mora com a família, transformando o imóvel em uma extensão da ONG.

“Hoje a casa é praticamente deles. O único espaço que posso dizer que é nosso é onde eu durmo com a minha família. O restante foi ocupado pelos animais”, relata.

Segundo a fundadora, os custos mensais incluem cerca de R$ 2,5 mil com água, aproximadamente R$ 900 de energia elétrica, R$ 3 mil de aluguel e despesas que podem chegar a R$ 6 mil apenas com ração. Ao todo, a manutenção do abrigo supera R$ 18 mil por mês, considerando ainda medicamentos, produtos de limpeza, atendimentos veterinários e demais insumos necessários para os animais.

Diariamente, a ONG consome cerca de 23 quilos de ração para cães e entre cinco e seis quilos para gatos.

A dedicação exclusiva ao abrigo também mudou a rotina da protetora, que deixou de exercer outras atividades para acompanhar os animais em tempo integral.

“Não existe férias, feriado ou fim de semana. Eu respiro a causa animal. O que eu peço é ajuda para que possamos manter esse trabalho e oferecer um espaço mais adequado para eles”, afirma.

Todos os animais acolhidos pela instituição são provenientes de casos de maus-tratos, abandono, denúncias ou pedidos de ajuda após a morte de tutores.

Ao longo da trajetória, Rany estima já ter atendido cerca de 3,8 mil animais entre resgates e adoções. Hoje, a prioridade é ampliar o número de adoções para reduzir a quantidade de animais mantidos no abrigo. Somente de filhotes, são 26 à espera de uma família, mesmo após uma sequência de dez dias de feiras de adoção realizadas durante a Expoagro, em junho.

Quem quiser colaborar com a ONG pode fazer doações em dinheiro, ração, medicamentos, produtos de limpeza e areia para gatos, além de atuar como voluntário ou oferecer um lar aos animais disponíveis para adoção. As contribuições podem ser feitas pelo telefone (65) 98144-9931, pelo Instagram @anjode4patas.ong ou por meio da chave Pix 62.452.232/0001-38, em nome da ONG Anjo de Quatro Patas.

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