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EM NEGOCIAÇÃO

Galvan impõe condição para apoiar Pivetta e ameaça candidatura independente ao Senado

Muvuca Popular

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O produtor rural Antônio Galvan (Avante) colocou uma condição para integrar a coligação do governador Otaviano Pivetta (Republicanos): quer sua candidatura ao Senado incorporada oficialmente ao grupo e uma das suplências indicada pelos partidos aliados. Sem acordo, ele garante que seguirá sozinho na disputa eleitoral.

Galvan apresentou o posicionamento durante reunião com Pivetta, o ex-governador Mauro Mendes (União) e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos) na manhã desta segunda-feira (3). Segundo ele, não existe possibilidade de permanecer na aliança apenas parcialmente.

“Ou nós estamos dentro junto com o grupo ou a gente vai independente. Porque, se eles já têm dois candidatos definidos ao Senado, com certeza não tem como andar de arrasta um do outro. A gente vai independente”, afirmou.

O produtor rural explicou que, caso seja incorporado à chapa, espera receber a indicação de pelo menos um suplente entre as siglas que sustentam a candidatura de Pivetta. O Podemos, comandado em Mato Grosso por Max Russi, é uma das possibilidades discutidas.

“Você está dentro da coligação ou você está fora. Não tem meia-boca nesse sentido. Vamos independentes sem problema nenhum”, reforçou.

O impasse passa diretamente pela composição ao Senado. Segundo Galvan, a Federação União Progressista já trabalha com Mauro Mendes, pelo União Brasil, e Margareth Buzetti, pelo PP. Para abrir espaço ao produtor rural dentro desse desenho, uma das candidaturas teria de ser revista caso prevaleça o entendimento apresentado a ele de que a coligação terá apenas dois nomes.

Galvan deixou claro que não acredita em um recuo de Mauro Mendes e admitiu que uma eventual retirada de Margareth pode entrar nas negociações. Ressaltou, porém, que a decisão cabe aos partidos.

“Se eles querem só dois nomes e, para eu estar dentro, alguém tem que sair. Acredito que não vai ser o nome do Mauro que vai sair fora nessas alturas. É uma questão de decisão deles, não é minha”, declarou.

Ele também afirmou que pretende consultar a assessoria jurídica para esclarecer se existe, de fato, impedimento para que uma mesma coligação tenha mais candidatos ao Senado. Até que essa questão seja resolvida, Galvan sustenta que nenhuma composição está fechada.

Caso consiga espaço, o produtor rural disse estar aberto a receber como suplente um nome do Republicanos, Podemos ou de outra legenda da aliança, chegando a citar a própria Margareth Buzetti como possibilidade caso ela deixe a disputa principal.

“Eu estou dentro, vem a composição junto comigo. Um nome de qualquer um dos partidos da aliança. Pode ser do Republicanos, pode ser do Podemos, pode até ser, se a Margareth abrir mão, que venha para a suplência com a gente”, afirmou.

Galvan ainda avaliou que o cenário eleitoral começa a se dividir de maneira mais clara entre dois campos. Na leitura dele, Wellington Fagundes (PL), José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) estão consolidados em um bloco adversário, encerrando o período de negociações cruzadas entre as principais forças políticas.

Agora, segundo o produtor rural, cabe ao grupo de Pivetta decidir se abrirá espaço para acomodá-lo. Se a resposta for negativa, Galvan garante que manterá a candidatura ao Senado e montará uma chapa própria de suplentes.

“Se querem eu junto, vou estar dentro do grupo com uma indicação de um suplente desse grupo. Então eles vão ter que resolver a situação”, concluiu.

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