O presidente estadual do Podemos, Max Russi, segue como fiel da balança nas articulações para o Governo de Mato Grosso. Interlocutores avaliam que as negociações da sigla com o grupo governista foram zeradas depois que o partido não conseguiu emplacar a vaga de vice na chapa liderada por Otaviano Pivetta (Republicanos).
O Podemos reivindicava espaço na composição majoritária, mas o posto acabou destinado ao deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). Sem acordo, Max voltou a analisar os caminhos da legenda, que pode lançar candidatura própria ou negociar apoio com outro grupo político.
Apesar do impasse, aliados acreditam que ainda existem espaços capazes de reaproximar Max da base governista, principalmente diante da força projetada para as chapas proporcionais após as eleições de outubro.
A estimativa é que o grupo aliado ao Governo eleja cinco deputados pelo Republicanos, ao menos três nomes ligados ao PSDB e outros parlamentares pelas federações partidárias. Nos bastidores, a projeção é de que o bloco alcance entre 12 e 14 cadeiras na Assembleia Legislativa, cenário que mantém o Podemos como peça decisiva na formação da futura base. Lembrando ainda quanto à disputa para a formação da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Interlocutores também lembram que, na eleição anterior, o PSB, então presidido por Max, não indicou nem o candidato a vice nem nomes para as suplências, mas ainda assim integrou a composição governista. O episódio é citado como sinal de que outros espaços políticos podem entrar no jogo e abrir caminho para um eventual acordo entre Max e Pivetta.



