EXPECTATIVA
Russi descarta candidatura própria do Podemos e prioriza composição para disputa ao Governo
Do Local - Renato Ferreira
O deputado estadual Max Russi, presidente do Podemos em Mato Grosso, descartou nesta terça-feira (4) a possibilidade de o partido lançar candidatura própria ao Governo do Estado e afirmou que a legenda trabalhará para construir uma composição com outra sigla nas eleições de 2026. A definição será debatida durante a convenção partidária, que teve início nesta manhã.
Ao chegar ao evento, Russi afirmou que, após conversas com convencionais e lideranças da legenda, o entendimento é de que o caminho mais viável é integrar uma aliança que garanta protagonismo ao Podemos e espaço para defender as propostas da sigla.
“Nós conversamos hoje com todos os convencionais e com os candidatos. Entendemos que vamos procurar o encaminhamento de uma coligação, de um processo que valorize o nosso partido, valorize as ações que entendemos serem importantes para Mato Grosso e os projetos que acreditamos que são bons para o Estado”, afirmou.
A declaração representa uma mudança de rumo em relação às especulações das 24 horas, quando integrantes da legenda defendiam a possibilidade de uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás, após o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ter escolhido Faboo Garcia como o candidato a vice em sua chapa à reeleição.
O podemos pleiteava a vaga e foi oferecido a sigla apenas a indicação do segundo suplente do ex-governador Mauro Mendes (União).
Apesar da sinalização favorável à composição, Russi ressaltou que a decisão oficial ainda depende das deliberações da convenção e nem citou se o partido está mais pendente ao lado de Pivetta ou ao lado do senador Wellington Fagundes (PL).
“O partido está começando a convenção agora. É com essa convenção que vamos tomar a definição, ou a executiva define, ou os convencionais fazem essa definição.”
Questionado se o Podemos pretende ser protagonista no processo eleitoral, o dirigente afirmou que o partido quer participar ativamente da construção do projeto majoritário, mas sem impor condições antecipadamente. “É participar. Onde quiserem o Podemos, o Podemos vai estar. Onde não quiserem, o Podemos não vai. Agora é hora do diálogo, é hora da conversa.”
Nos bastidores, o partido é apontado como possível aliado de diferentes grupos políticos, incluindo o PL, mas Russi evitou antecipar qualquer preferência e negou que as negociações estejam condicionadas à ocupação de espaços específicos, como a vaga de vice-governador.
“Se tiver vice, é lógico que é um espaço importante. Se houver essa possibilidade e isso for trabalhado, nossos convencionais vão tomar essa decisão. Mas não tem nada em jogo neste momento. A convenção está começando agora.”
Max Russi também destacou que a convenção servirá para homologar as chapas proporcionais do partido. Segundo ele, a expectativa é eleger pelo menos seis deputados estaduais e ampliar a representação da legenda na Câmara Federal.
“Vamos homologar nossa chapa de deputado estadual, que é a melhor chapa e que vai eleger no mínimo seis deputados. Também vamos homologar nossa chapa de deputado federal e fazer a composição com quem quiser o Podemos junto. Vamos construir um Mato Grosso melhor nos próximos anos”, concluiu.



