"VIVA A DEMOCRACIA"
Mauro nega expulsão de Jayme e libera apoio a adversários
Do Local - Renato Ferreira
O presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, descartou qualquer punição ou expulsão do senador Jayme Campos após o parlamentar declarar apoio às candidaturas de Janaína Riva (MDB) ao Senado e Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Segundo Mauro, as divergências dentro da sigla foram resolvidas por meio de uma votação interna e todos os filiados terão liberdade para seguir o caminho político que desejarem.
A declaração foi dada após Jayme participar da convenção do MDB, na noite desta terça-feira (4), em Cuiabá. Durante o evento, o senador pediu votos para Janaína e Wellington e voltou a criticar a condução do União Brasil, mencionando uma suposta traição dentro do partido.
Questionado se a postura de Jayme poderia ser considerada uma traição, Mauro evitou fazer uma acusação direta e afirmou que o senador perdeu uma disputa democrática realizada internamente.
“A democracia sempre pressupõe que você dispute no voto a preferência do cidadão, do eleitor. Isso acontece dentro dos partidos políticos. Quando existe divergência, você disputa no voto. É simples assim. Foi uma disputa democrática no voto”, declarou.
Mauro também rejeitou a possibilidade de expulsão ou aplicação de sanções administrativas contra o senador.
“Não, de maneira alguma. Eu sempre prezei pela liberdade e todos terão liberdade de fazer aquilo que o coração mandar”, afirmou.
O governador disse ainda que pretende submeter à Executiva Estadual uma proposta para liberar formalmente os integrantes da sigla nas disputas majoritárias. Na prática, os filiados poderão pedir votos para candidatos que não fazem parte da coligação oficial do União Brasil.
“Todos estarão liberados para fazer o que quiserem. Isso não é uma decisão do Mauro Mendes, é uma opinião do Mauro Mendes. Posso submeter isso ao crivo da Executiva Estadual e tenho certeza de que a maioria absoluta vai deliberar por liberar aqueles que quiserem fazer o que bem entenderem”, disse.
Apesar da liberdade anunciada, Mauro ressaltou que o partido deverá trabalhar pela candidatura dele ao Senado.
“Partido que é partido tem que pedir voto para Mauro”, pontuou.
Mauro também afirmou que espera que Jayme, o deputado estadual Júlio Campos e outras lideranças permaneçam na legenda após as eleições. Para ele, as mudanças e divergências fazem parte do processo político.
“Os tempos sempre mudam, os tempos evoluem. As mudanças são naturais. Espero que todos façam parte desse novo tempo. Inclusive, eles serão bem-vindos se quiserem continuar”, concluiu.



