AGRO EM PAUTA
Fagundes diz que não manterá Fethab, e Maurício Coelho chama cobrança de “peso” ao produtor
Patrícia Neves/Renato Ferreira
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou que não pretende manter o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) no formato atual, enquanto Maurício Coelho (Mobiliza) classificou a cobrança como um peso, principalmente para pequenos e médios produtores. As declarações foram dadas durante debate promovido pela Aprosoja-MT, nesta quinta-feira (20), em Cuiabá.
Ao ser questionado sobre as contribuições pagas pelo setor agropecuário, Fagundes defendeu uma revisão da cobrança por meio do diálogo com produtores e servidores públicos. O candidato criticou o uso do fundo apenas como instrumento de arrecadação e disse que o Estado precisa dar retorno à sociedade.
“Quero ser um governador do diálogo. Essa questão tem que ser discutida com quem produz, que são vocês que estão lá no campo”, afirmou.
Fagundes também declarou que não considera correto o Estado priorizar a formação de caixa sem transformar os recursos arrecadados em serviços públicos.
“Não dá para o Estado só querer fazer caixa e não fazer aquilo que precisa, como transporte, educação e valorização do servidor público. A minha proposta é muito clara: diálogo com todos”, disse.
Na sequência, Maurício Coelho afirmou que a cobrança precisa ser revista para garantir maior justiça fiscal ao setor agropecuário.
“Por isso eu insisto no Fethab. Isso é um peso para o produtor, principalmente para o pequeno e o médio”, declarou.
O candidato do Mobiliza também defendeu a concessão de incentivos fiscais às empresas e aos produtores que mantenham investimentos e desenvolvam ações sociais em Mato Grosso.
“Quero dar incentivo fiscal, mas para quem também faz trabalho social no Estado, e não para quem apenas leva o dinheiro e vai embora”, concluiu.



