CAMPANHA PRESIDENCIAL
Vídeo – “Fizemos o mesmo com Tarcísio”: Marinho rebate suposta exclusão de Wellington
Gustavo Castro eRenato Ferreira
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), negou que a ausência do governador Mauro Mendes ou do vice-governador Wellington Fagundes na agenda realizada em Mato Grosso represente uma tentativa de afastar lideranças políticas locais da campanha. Segundo ele, a estratégia de apresentar o plano de governo diretamente ao setor produtivo também foi adotada em outros estados.
A declaração foi dada nesta sexta-feira (21), durante almoço com representantes do setor produtivo de Mato Grosso. Marinho explicou que a agenda faz parte de uma série de encontros realizados pela campanha em diferentes estados após a apresentação do plano de governo.
Questionado sobre a ausência de Wellington, que apoia o projeto de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, o senador citou como exemplo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também aliado do grupo político.
“Eu vim aqui expor o plano de governo para a classe produtiva, como fizemos em São Paulo sem a presença do candidato a governador que nos apoia lá”, afirmou.
Segundo Marinho, o objetivo das agendas não é promover encontros político-partidários, mas ouvir representantes do setor produtivo, movimentos sociais e outros segmentos da sociedade para colher sugestões e aperfeiçoar as propostas da candidatura.
Flávio está no Rio de Janeiro
Marinho também explicou por que Flávio Bolsonaro não participou da agenda em Mato Grosso. De acordo com o coordenador, o candidato permaneceu no Rio de Janeiro enquanto equipes da campanha percorrem diferentes estados para apresentar as propostas e conversar com setores específicos.
“O Flávio está no Rio de Janeiro e existem outras frentes dentro da sua candidatura que trabalham com segmentos, que conversam com os setores mais variados da sociedade, percorrendo o Brasil para que nós tenhamos essa visão do todo”, disse.
O senador afirmou que a estratégia foi definida após a convenção partidária e envolve uma equipe técnica que está percorrendo o país. Depois de passar por São Paulo, Marinho disse que seguirá para Mato Grosso do Sul na segunda-feira (24), além de outras agendas previstas para as semanas seguintes.
A ausência do candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, também foi questionada durante a entrevista. Marinho afirmou que o encontro não tinha caráter político-partidário e disse que o candidato será “bem-vindo”.
“Ele é o nosso candidato, o Wellington é o candidato do PL”, declarou.
Segundo Marinho, outros políticos estiveram no local antes da reunião, mas não permaneceram porque o objetivo principal era discutir o plano de governo com representantes do setor produtivo.
O coordenador afirmou ainda que as contribuições apresentadas nos encontros estaduais serão utilizadas para aperfeiçoar o programa de governo de Flávio Bolsonaro.
Setor produtivo
Durante a agenda, Marinho apresentou propostas relacionadas ao licenciamento ambiental, organização do Estado, política tributária e fiscal, além de medidas voltadas à logística e ao escoamento da produção.
Ele destacou a importância de Mato Grosso na produção de alimentos e afirmou que a campanha pretende dialogar diretamente com empresários e produtores para entender as demandas de cada região.
Marinho também afirmou esperar que Mato Grosso mantenha o apoio ao grupo político de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente recebeu mais de 65% dos votos no segundo turno nas duas últimas eleições presidenciais realizadas no Estado.
Para o senador, a região tem características alinhadas ao discurso de Flávio Bolsonaro, especialmente em relação ao empreendedorismo, inovação, tecnologia e redução da burocracia estatal.
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