O canteiro modelo de conservação projeto de pesquisa e extensão desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizou, nesta quarta-feira (19), a entrega de mais uma casa conservada no Centro Histórico da capital. O momento reuniu familiares e vizinhos da moradora beneficiada. A iniciativa busca contribuir para que famílias em situação de vulnerabilidade econômica permaneçam nos imóveis da área tombada, aliando a preservação do patrimônio à promoção de condições dignas de moradia.
A intervenção preservou as características históricas e o sistema construtivo da residência, ao mesmo tempo em que realizou adaptações para melhorar a habitabilidade. “É importante destacar que esse foi um projeto de conservação que respeitou as normas do Iphan. Portanto, a casa continua com a sua estrutura e com o seu sistema construtivo antigo. Fizemos adequações e aperfeiçoamentos para que ela possa morar melhor nessa casa”, explicou a professora Luciana Mascaro, coordenadora do Canteiro Modelo.
Entre os serviços realizados estão a revisão do telhado e das instalações elétricas e hidrossanitárias, além da regularização dos pisos. A retirada de degraus buscou proporcionar maior segurança e acessibilidade à moradora, que é idosa.
Como a residência é conjugada às casas vizinhas e possuía apenas uma janela voltada para a rua, o projeto também estudou soluções para ampliar a iluminação e a ventilação naturais, com a criação de aberturas no teto e o uso de algumas telhas transparentes. Na fachada, porta e janela foram substituídas por novas esquadrias, com grade e vidro, respeitando as características do conjunto histórico. Uma parede de adobe também foi reconstruída usando a mesma técnica.
De acordo com a professora Luciana Mascaro, preservar essas edificações é importante pois elas representam diferentes períodos da formação de Cuiabá. Para a coordenadora, entretanto, a conservação do patrimônio precisa caminhar junto à permanência de seus moradores.



