EFEITOS NEGATIVOS
Conselho da Fiemt debate possíveis impactos do El Niño sobre o clima de MT
Muvuca Popular
O Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Contema/Fiemt) discutiu, nesta terça-feira (25), a influência do El Niño e do aquecimento do Oceano Pacífico sobre o clima de Mato Grosso.
A apresentação foi conduzida pela professora Nadja Gomes Machado, doutora em Física Ambiental e pós-doutora em Ciências Ambientais, durante a 6ª Reunião Ordinária do conselho.
Presidido pelo conselheiro e e vice-presidente do Contema, Fernando Pagliari, o encontro abordou os fatores que influenciam a ocorrência de chuvas, as temperaturas e os períodos de seca no estado.
Nadja explicou que as projeções relacionadas ao El Niño são organizadas em períodos de três meses. Entre os cenários analisados, o trimestre de outubro, novembro e dezembro concentra o maior número de modelos que indicam a possibilidade de um El Niño muito forte, também chamado de “super El Niño”.
“Dos modelos apresentados, 23 apontam para um El Niño muito forte entre outubro e dezembro. Nos trimestres seguintes, esse número diminui gradativamente”, explicou.
A professora ressaltou, porém, que os dados representam projeções, e não uma previsão definitiva. “A atmosfera é um sistema dinâmico e complexo. Os modelos ajudam a identificar tendências, mas não permitem afirmar com exatidão como ela vai se comportar”, ponderou.
Efeitos variam pelo país
Segundo Nadja, o El Niño pode provocar efeitos diferentes conforme a região e a época do ano. De maneira geral, o fenômeno está associado a períodos mais secos no Norte e em parte do Nordeste, enquanto o Sul tende a registrar chuvas mais intensas.
Na Amazônia, por exemplo, a seca pode se tornar mais pronunciada entre junho e março. Já no Sul do país, as chuvas podem se intensificar entre setembro e janeiro. Em Mato Grosso, os efeitos também dependem das condições do Atlântico Tropical, que influenciam a entrada de umidade e a distribuição das chuvas.
Ao final, Fernando Pagliari destacou a importância da apresentação para ampliar o conhecimento dos conselheiros.
“O tema é altamente complexo e não é de fácil assimilação. Eu sou advogado e não tenho conhecimento nessa área, mas é sempre bom começarmos a ter uma compreensão mínima para entendermos melhor quando alguém falar sobre o assunto”, destacou o presidente.



