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DIÁLOGO DEVE PREVALECER

“O agro não é lulista nem bolsonarista”, diz ministro sobre resistência de setores ao PT

Muvuca Popular

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta quinta-feira (27), durante agenda em Várzea Grande, que o governo federal busca vencer a resistência de setores do agronegócio de Mato Grosso ao PT por meio do diálogo e da apresentação de resultados. Para ele, o setor não deve ser dividido entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O agro não é azul nem vermelho. O agro não é lulista nem bolsonarista, não é de esquerda nem de direita. O agro é um motivo de orgulho que une todos os brasileiros”, declarou.

André de Paula disse que tem recebido representantes do agronegócio mato-grossense e garantiu que todas as entidades interessadas em construir pautas com o Ministério da Agricultura foram atendidas.

“Tenho recebido muitos interlocutores, inclusive de Mato Grosso. Nenhum setor que manifestou interesse em trabalhar junto, construir pautas comuns e enfrentar os desafios do agro deixou de ser atendido”, afirmou.

Ao comentar os motivos da resistência política ao PT, o ministro disse que eventuais divergências devem ser enfrentadas com diálogo e resultados apresentados pelo governo federal.

“Essa resistência, se é que existe, a gente vence com resultados. Vence sentando à mesa, conversando com as pessoas e mostrando que estamos cumprindo a nossa parte”, disse.

O ministro reconheceu que assumiu o comando da pasta em um período de dificuldades para o setor. Ele citou os impactos das guerras sobre os preços dos fertilizantes e do diesel, além dos riscos provocados pelo El Niño.

André de Paula contou que, quando chegou ao ministério, ouviu da senadora e ex-ministra Tereza Cristina e do ex-ministro Roberto Rodrigues que enfrentaria uma “tempestade perfeita”.

“Além das dificuldades e incertezas próprias do agronegócio, existem fatores que não dependem de nós, como as guerras, que impactam os fertilizantes e o diesel, e a questão do El Niño, que exige um esforço financeiro maior”, explicou.

Apesar das diferenças políticas, o ministro afirmou que prefere concentrar a atuação nas pautas que aproximam o governo e o setor produtivo.

“Prefiro olhar para os pontos que nos fazem convergir. Cabe a mim liderar o setor, e ninguém lidera sentando à mesa e dividindo o agro entre azul e vermelho”, declarou.

André de Paula também comentou a aproximação de empresários do agronegócio com possíveis adversários de Lula na eleição. Segundo ele, ouvir diferentes candidatos faz parte do processo democrático e não significa, necessariamente, o rompimento do setor com o atual governo.

Para o ministro, Lula mantém uma relação de confiança com integrantes do agronegócio construída a partir de parcerias e compromissos cumpridos.

“Essa relação com o presidente Lula é fruto de uma convivência madura, de respeito, de parcerias honradas e da confiança que o setor tem no governo. O presidente não é um salto no escuro nem uma aventura. É alguém cuja sensibilidade e parceria com o setor já são conhecidas”, afirmou.

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