Para o candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) a lealdade de um político deve estar acima da filiação partidária e ter o povo como prioridade. Em entrevista ao programa A Notícia de Frente nesta segunda-feira (31), o candidato ao Senado afirmou que decisões eleitorais não precisam seguir necessariamente a orientação de uma legenda quando há uma avaliação diferente sobre o que é melhor para a população.
“A nossa fidelidade é com a nossa esposa, a nossa família, a Deus e ao povo. Partidos políticos no Brasil não representam muita coisa na cabeça do eleitor”.
A declaração foi dada no contexto do apoio de Mauro à candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso, mesmo diante das divergências dentro do União Brasil. O candidato afirmou que o eleitor não costuma escolher seus representantes pela sigla, mas pelo histórico e pelos resultados apresentados.
“O eleitor nunca me perguntou qual partido eu estou. Não me perguntam. Eu ando por Mato Grosso, viajo, rodo por aí. Você está preocupado com essa história de partido político? Ou você quer conhecer as pessoas? O candidato? O que ele fez? O que ele pode fazer? Continuar fazendo?”, questionou.
Mauro também defendeu que a avaliação de um político deve seguir critérios semelhantes aos utilizados para escolher um profissional. Para ele, experiência e resultados devem pesar mais na decisão do eleitor do que a legenda.
“É assim que se contrata alguém. Você olha o currículo, você olha o histórico daquela pessoa, por onde ele trabalhou, o que ele já fez de experiência e de resultado. E aí você contrata essa pessoa. Então, contratar um político é mais ou menos igual”, afirmou.
A posição defendida por Mauro encontra um exemplo no atual movimento de apoio a Pivetta, que reúne prefeitos de diferentes partidos. O candidato citou a adesão de gestores de outras legendas e afirmou que dos 142 prefeitos de Mato Grosso, 133 estão apoiando o atual governador.
Entre os exemplos está a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que decidiu apoiar Pivetta. Para Mauro, manifestações como essa mostram que a escolha política pode ultrapassar os limites estabelecidos pelas alianças partidárias.



