SEM POLÊMICA
Garcia minimiza encontro com Mauro e diz que decisão não impõe distância
Renato Ferreira
O deputado federal e candidato à reeleição, Fábio Garcia (União Brasil) minimizou o fato de ter participado do mesmo evento que o ex-governador Mauro Mendes na semana passada, apesar da decisão judicial que proíbe contato entre os dois. Questionado sobre as imagens que registraram a presença de ambos no local, o parlamentar sustentou que a ordem não estabelece qualquer distância física que deva ser mantida entre os investigados.
“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou Garcia.
A declaração foi dada após o deputado ser questionado sobre a repercussão de um vídeo que circulou no fim de semana mostrando ele e Mauro no mesmo evento.
Fábio também negou ter sido chamado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. Segundo ele, até o momento não houve qualquer convocação relacionada às imagens.
“Não, não fui chamado para nada sobre isso, sobre essa questão, mas estamos absolutamente tranquilos”, declarou.
A manifestação ocorre diante dos questionamentos sobre os limites da medida cautelar imposta pela Justiça. A presença dos dois no mesmo ambiente levantou dúvidas sobre eventual descumprimento da determinação, mas Fábio sustenta que estar em um mesmo evento não significa, por si só, manter contato.
DECISÃO JUDICIAL
A restrição envolvendo Fábio Garcia e Mauro Mendes foi determinada no âmbito da investigação da Polícia Federal que apura suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a antiga operadora Oi.
Entre as medidas cautelares impostas aos investigados está a proibição de manter contato entre si. A determinação busca impedir comunicação que possa interferir na apuração dos fatos.
É justamente sobre o alcance dessa restrição que Fábio baseia sua defesa. Para o deputado, a decisão impede que ele e Mauro mantenham contato, mas não determina afastamento físico nem estabelece uma distância mínima entre ambos.
Até o momento, segundo o próprio parlamentar, ele não foi chamado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o encontro.



