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APÓS SABATINA NA FIEMT

Buzetti defende impeachment de Moraes, cobra reação do STF e pede mandato para ministros

Muvuca Popular

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A candidata ao Senado, Margareth Buzetti (PP-MT), defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que pelo menos um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) precisa ser afastado para “servir de exemplo” aos demais. Para ela, a Corte precisa “baixar a bola” e cobrou do presidente do STF uma postura mais firme para colocar em julgamento, no plenário, as questões envolvendo Moraes.

“E tem que tirar um deles pelo menos, para os outros aprenderem e baixar a bola e cuidar da Constituição, e não dos interesses próprios deles”, afirmou.

Buzetti declarou que não recua diante da possibilidade de votar pelo impeachment de um ministro do Supremo. Ela contou que chegou a assinar, em agosto do ano passado, um pedido de impeachment contra Moraes, mas a assinatura perdeu validade quando o senador titular reassumiu o mandato. “Eu assino o impeachment, eu voto impeachment, sim”, disse.

Para a senadora, o atual cenário ultrapassou uma disputa política e passou a representar um problema para a própria credibilidade do Supremo. Ela criticou a sucessão de decisões conflitantes entre ministros e defendeu que o presidente da Corte use sua autoridade para colocar o caso de Moraes em análise pelo plenário.

“O Supremo tem que baixar a bola. E o ministro do Supremo também, o presidente do Supremo devia mostrar poder também, certo? E pautar o pleno e julgar esse negócio do Alexandre de Moraes”, declarou.

Questionada sobre decisões do ministro André Mendonça que também foram apontadas como possíveis extrapolações de prerrogativas, Buzetti não colocou os dois no mesmo nível. A senadora afirmou que prefere a atuação de Mendonça e fez uma crítica direta a Moraes.

“Entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, eu fico com André Mendonça mil vezes, tá? Porque o outro já deu provas do que ele é capaz de fazer.”

Buzetti também evitou criticar diretamente os demais senadores de Mato Grosso após questionamentos sobre a atuação da bancada em pautas relacionadas ao STF. O candidato ao Governo do Estado Otaviano Pivetta ( Republicanos) já havia cobrado uma postura mais incisiva dos parlamentares.

“Eu posso falar de mim, eu não posso falar dos outros. Eu não quero falar dos outros”, afirmou. Na avaliação da senadora, a crise no Supremo não necessariamente terá impacto direto sobre o resultado das eleições, mas já interfere no ambiente político e na percepção da população. Segundo ela, o STF passou a fazer parte das conversas do cotidiano.

“Existe um racha muito grande lá dentro e eles estão brigando entre eles e a nação é que tá sofrendo. Eu não acho que deva interferir nas eleições. Mas no ânimo do brasileiro interfere”, disse.

A senadora também defendeu uma mudança estrutural na composição da Suprema Corte. Para ela, ministros não deveriam permanecer nos cargos até a aposentadoria compulsória e deveriam ter mandatos com prazo determinado. “Eles deviam ter mandato. Mandato. 12 anos, 15 anos, no máximo. E vai embora, tchau”, finalizou.

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