FORÇA POLÍTICA
“Chapa mais forte” e entregas do governo impulsionam Pivetta, avalia Max Russi
Renato Ferreira
O deputado estadual e candidato à reeleição, Max Russi (Podemos), atribuiu o crescimento do governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) à força da chapa, ao apoio de lideranças políticas e às entregas realizadas pelo governo. A avaliação foi feita na noite desta quarta-feira (9), durante o lançamento de sua campanha na Baixada Cuiabana, na Musiva, em Cuiabá.
“Os candidatos que compõem a chapa formam uma composição mais forte. Isso tem consolidado a proposta de um segmento do governo que fez muitas entregas, entregas significativas e importantes”, declarou.
A manifestação ocorreu após a divulgação da pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, que aponta Pivetta na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso, com 40,8% das intenções de voto. O senador Wellington Fagundes (PL) aparece em segundo lugar, com 30%. A diferença é de 10,8 pontos percentuais.
Os números são da modalidade estimulada, na qual os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Para Max, o levantamento representa o cenário encontrado entre os eleitores no momento da coleta, mas também evidencia o maior alcance conquistado pela campanha de Pivetta.
“Pesquisa é o reflexo do momento, daquilo que você constata junto à população. Eu acho que o volume da campanha do Pivetta está maior”, afirmou.
Além das realizações administrativas, o deputado apontou o apoio de prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões como um dos elementos responsáveis pelo avanço do governador.
“O apoio de prefeitos, vereadores e lideranças, de maneira geral, tem consolidado essa proposta”, ressaltou.
Max acredita que a candidatura governista ainda pode avançar à medida que Pivetta se torna mais conhecido e consegue levar sua mensagem aos eleitores da Capital e do interior.
“Conforme ele vai sendo conhecido e sua mensagem chega ao interior de Mato Grosso e à Capital, isso acaba capitalizando votos para ele. Tem ajudado na melhora de sua performance nas pesquisas”, avaliou.
Ao comentar a disputa pelas vagas proporcionais, Max rejeitou a ideia de que exista uma eleição fácil. Segundo ele, conquistar um voto exige identificação entre o eleitor e o candidato, além da apresentação de resultados e propostas.
“O voto não é fácil. É muito difícil entrar no coração da pessoa e fazê-la entender que você a representa, que pensa parecido com ela e que, se estivesse no seu lugar, faria aquilo que você está fazendo”, declarou.
O parlamentar afirmou que candidatos que já exercem mandato precisam apresentar as ações realizadas, enquanto os estreantes devem explicar com clareza o que pretendem fazer caso sejam eleitos.
“Toda eleição é difícil. Tem que trabalhar bastante, conversar com o eleitor e fazer com que ele entenda a sua mensagem. Quem já é deputado precisa mostrar aquilo que fez. Quem disputa pela primeira vez precisa dizer o que pretende fazer”, explicou.
Apesar das dificuldades, Max afirmou que gosta do contato com os eleitores durante o período eleitoral.
“Eu, particularmente, gosto muito de campanha. O pessoal pergunta: ‘Você gosta de campanha?’. Eu gosto”, disse.
Questionado sobre uma possível candidatura futura da filha, o deputado afirmou que essa não seria uma vontade pessoal, mas garantiu que ela terá seu apoio caso decida ingressar na política.
“Não sei. Não é uma vontade do pai, mas tudo o que ela quiser terá todo o meu apoio”, respondeu.
Max também avaliou que a campanha eleitoral começou mais fria e com menor participação popular. Para ele, os conflitos institucionais e a intensa exposição das controvérsias envolvendo o Supremo Tribunal Federal podem ter provocado desânimo entre os eleitores.
“Essa campanha está um pouco diferente, está mais fria. Talvez, por tudo o que está acontecendo no STF e pelo que vem sendo mostrado, o cidadão comum tenha ficado um pouco desiludido e não esteja participando ativamente do processo eleitoral”, analisou.
O deputado afirmou esperar que a disputa ganhe força nos próximos dias e defendeu uma presença maior da população nas discussões sobre o futuro de Mato Grosso e do país.
“A gente precisa do eleitor consciente, participando, analisando e valorizando o voto. Nada é mais importante em uma democracia do que o voto, para que sejam feitas as melhores escolhas para Mato Grosso e para o Brasil”, concluiu.



