DIZ SINDPETRÓLEO
Apesar de corte de impostos do governo federal, preço dos combustíveis pode não cair
Muvuca Popular
O Sindipetróleo-MT avaliou como positivas as medidas anunciadas pelo Governo Federal para tentar conter os impactos da alta internacional do petróleo, mas alertou que os descontos tributários e subsídios não significam, necessariamente, que o preço dos combustíveis vai cair imediatamente nos postos.
O pacote prevê redução de R$ 0,63 por litro nos tributos federais sobre a gasolina, desoneração de R$ 0,19 por litro do etanol hidratado e uma nova subvenção de R$ 1 por litro para o diesel, além dos R$ 1,12 por litro já concedidos temporariamente.
Segundo o sindicato, as medidas podem ajudar a reduzir a pressão sobre consumidores e setores dependentes do transporte rodoviário, mas o impacto final dependerá de toda a cadeia de formação dos preços, que envolve produção ou importação, distribuidoras, frete, mistura obrigatória, custos operacionais, margens e tributos estaduais.
Em Mato Grosso, onde o diesel tem peso significativo na logística, a entidade afirma que qualquer mecanismo de redução de custos precisa ser acompanhado com transparência para verificar se os benefícios serão efetivamente repassados ao consumidor.
O presidente do Sindipetróleo-MT, Kaká Alves, reforçou que os postos não definem sozinhos o valor cobrado nas bombas e que, por isso, a redução anunciada pelo governo não garante uma queda automática nem uniforme dos preços.
“A previsibilidade é essencial para o consumidor e para as empresas que atuam na revenda. O setor precisa de regras claras, segurança jurídica e repasse transparente dos benefícios ao longo da cadeia. Também é importante esclarecer que a alteração tributária não significa, por si só, uma queda automática e uniforme nas bombas, porque o preço final envolve aquisição do produto, fretes, mistura obrigatória, custos operacionais, margens de distribuição e revenda, além dos tributos estaduais”, afirmou.



